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  • Liquidando líder ou invadindo militarmente: possíveis cenários dos EUA na Venezuela

mundo001Diversos pontos de vista sobre assuntos de caráter global/mundial.

  • Wim Dierckxsens e Walter Formento
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O Mundo com Trump no ano de 2017

 

Publicado in 'O Diário.info'

Um importante estudo que leva a sério as intenções de Trump na área económica, e procura estabelecer os cenários das repercussões que terão, seja nos EUA, seja no plano global. As perspectivas são sombrias. Mas não decorrem de eleição de Trump. Decorrem do quadro geral de um capitalismo em profunda crise.

O presidente recém-eleito afirmou que implementará políticas de investimento em infra-estrutura e aplicará cortes tributários. Se prosseguir nesse plano, levará a maiores défices fiscais e taxas de juro em alta nos Estados Unidos da América. Muitos norte americanos esperam o milagre económico de Trump, mas a verdade é que a Reserva Federal não estará sob o seu controlo até à segunda metade do ano de 2018. São os globalistas pró-Clinton que continuarão com o controlo e um grande poder, na Fed, de mudar as taxas de juro.

Este capital financeiro global também não ficará nos Estados Unidos porque a Reserva Federal (FED) já subiu as taxas de juro alguns dias depois do triunfo de Trump. A Fed considera que agora é o momento de aumentar as taxas de juro, anunciando três aumentos para 2017 e projectando mais três para 2018.
Claro que conforme a FED aumentar a taxa de lucro subirá a quantidade de dólares destinados ao serviço da dívida norte americana de 14 mil milhões de dólares. É obvio que os globalistas já têm um plano para enfraquecer Donald Trump e para...

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A Europa morreu, viva a Europa!

Authors: Paulo Vieira de Castro in O TORNADO

Piketty é dos poucos economistas que valerá a pena ler. O facto de ser francês ajuda. Não será por isso de admirar que Benoît Hamon, o candidato da esquerda francesa, o tenha escolhido como conselheiro para as questões europeias.

Isso faz de Piketty mais  um opositor a Macron, ex-ministro da economia, que se candidata sob o lema  “En Marche!” (Em frente). Algo que se poderia traduzir para português como “Vamos embora, Leixões!”. Para a gente do mar de Matosinhos este “En Marche!” significa tudo e ao mesmo tempo nada.

Tal será investir no perigo de ter algo que é ao mesmo tempo a resolução e o problema. Acredito que isso não nos poderá levar a lado algum. E, consequentemente, aos franceses também.

Fillon e Macron são demasiado parecidos. Macron é para Piketty  “um ex-banqueiro que se prepara  para entregar prendas aos banqueiros[1]”, ficando assim provada a minha teoria do “Vamos embora, Leixões!” .

Representam a “Europa do Passado” , “a Europa do tratado fiscal de 2012”. Só Hamon poderá retratar condignamente uma europa verdadeiramente democratizada e longe da austeridade, ao que acredita Piketty[2].

À margem das questões europeias, Piketty, criticou, numa recente entrevista[3] ao canal de televisão BFM TV, a supressão do imposto sobre aquilo a que chama riqueza financeira.

Ele defendeu, ainda, a bondade de um Rendimento Básico Incondicional[4]. Cauteloso, apadrinhou um rendimento cidadão para...

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A Essência do Neoliberalismo

pierre bourdieu

Pierre Bourdieu

Publicado por 'ODiário.info'  (sublinhados nossos)

Como pretende o discurso dominante, o mundo económico é uma ordem pura e perfeita, que implacavelmente desenvolve a lógica das suas consequências previsíveis e tenta reprimir todas as violações mediante as sanções que inflige, automaticamente — ou não — através das suas extensões armadas, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e as políticas que impõem: a redução dos custos laborais, redução da despesa pública e tornar o trabalho mais flexível. Tem razão o discurso dominante? E o que aconteceria se na realidade esta ordem económica não fosse mais que a instrumentalização de uma utopia — a utopia do neoliberalismo — transformada assim num problema político? Um problema que, com a ajuda da teoria económica que proclama, lograva conceber-se como uma descrição científica da realidade?

Esta teoria tutelar é pura ficção matemática. Fundou-se desde o começo numa abstracção formidável. Pois, em nome da concepção estreita e estrita da racionalidade como racionalidade individual, marca as condições económicas e sociais das orientações racionais e as estruturas económicas e sociais que condicionam a sua aplicação.

Para dar a medida desta omissão, basta pensar precisamente no sistema educativo. A educação nunca é tomada em conta como tal numa época em que joga um papel determinante na produção de bens e serviços assim como na produção dos...

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O direito à preguiça! - Jornal Tornado

Preguiça

Authors:  · 10 Fevereiro, 2017 in O TORNADO

Esta ideia partilhada por Paul Lafargue em manifesto, corria o ano da graça de 1880, opunha-se à jornada de trabalho de 12 a 17 horas diárias, isto numa França onde imperava a doutrina do trabalho dignificante e benéfico

Hoje, alguns sabem já que o trabalho é, apenas, um cadáver adiado. Outros, a maioria, continua a acreditar que “poder viver” está “condicionado pelo trabalho”. Não havendo “direito à vida onde esta condição não estiver preenchida”.

Assim pensava Johann Gottlieb Fichte, nos seus Fundamentos do Direito Natural segundo os Princípios da Doutrina da Ciência, em 1797.

O momento presente obriga à redescoberta de valores e sentimentos ancestrais na busca de uma nova economia moral. Tal mudança não depende de dinheiro, do regime político ou económico. Isto será o mesmo que dizer que não depende de condições materiais. Necessitará exclusivamente da bondade dos povos. E onde se aprenderá tal mester? Infelizmente, penso que em nenhuma das nossas escolas…

Estar consciente disto traz-nos uma acrescida responsabilidade. Perceber a sociedade do trabalho é já julgar homens e mulheres implicados num contexto que não escolheram mas que ilusoriamente tomam como seu. Frustrados, concedem viver em vão, aceitando o trabalho como o fim último do delírio civilizacional.

Em Os Apologistas do Trabalho, de 1881, Nietzsche afirmava “que um tal trabalho é a melhor polícia, que retém cada indivíduo...

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El tormentoso debut de Trump

Claudio Katz

Claudio Katz

Trump confirmó en sus primeros días que es un mandatario reaccionario con múltiples planes de atropellos. Mientras crece la resistencia callejera, la viabilidad de su agresión es una incógnita. Pero en cualquier caso, una acertada caracterización de su proyecto vale más que incontables vaticinios.

UNA AGENDA VIRULENTA

Las órdenes ejecutivas que firmó el magnate ilustran sus propósitos trogloditas. Ratificó la construcción del muro a cargo de México, puso en marcha la expulsión de indocumentados, anuló el visado para varios países árabes, anunció la quita de subsidios federales a las ciudades que protejan inmigrantes, inició la liquidación del seguro de salud (Obamacare) y congeló la contratación de empleados estatales.

Su gabinete de generales y multimillonarios incluye expertos en destruir la educación pública (Betsy DeVos), vaciar el sistema sanitario (Tom Price), liquidar el ambientalismo (Scott Prui) y congelar el salario mínimo (Andy Puzder). Su vicepresidente (Mike Spence) lidera las campanas de penalización del aborto y sus principales funcionarios son declarados anti-islamistas (Michael Flynn) o pregoneros del suprematismo blanco (Bannon).

Como el exponente del lobby petrolero (Tillerson) ya rehabilitó la construcción de oleoductos contaminantes, es posible un debut represivo contra los pobladores que resisten en Dakota, esos devastadores emprendimientos.

La predisposición de Trump por el garrote se...

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O ensino criacionista está de volta aos EUA?

Authors: in O TORNADO

Betsy DeVos foi eleita como secretária da Educação, isto apesar de se negar a cumprir com as regras de transparência dos titulares de cargos públicos

Recusando-se, mesmo, a tornar pública a sua declaração de interesses financeiros e patrimoniais. Apesar de ser contra o ensino público, não ter a mínima competência pedagógica e não ter curriculum de serviço público. Como?

Vejamos…

Na noite em que Trump foi eleito ela estava lá ao lado daquele que viria a ser o presidente eleito pelos EUA. Mas, não estava sozinha. Com ela estava Erik Prince. Quem é ele e porque ninguém fala disso?

Muitos são os que desconhecem a existência de várias empresas de segurança privada no cenário de guerra em nome dos EUA. A guerra faz-se, há muito, com recurso a empresas privadas.

Prince criou a Blackwater que foi desmantelada no ano de 2010 em consequência da sua participação nas guerras do Iraque e Afeganistão. Depois disso criou a Reflex e a Frontier Services, isto de entre outras que se dedicam a fazer a guerra em nome dos norte americanos.

Prince é irmão de Betsy DeVos a mulher que agora foi escolhida por Donald Trump para a pasta da Educação. Aliás os dois irmãos envolveram-se na política, financiando a campanha de Trump à presidência dos EUA.

Há muito que se relaciona a sua família com os conservadores cristãos. São anti educação sexual e contra o ensino da ciência. Não aceitam as teorias evolucionistas, isto de entre outras pérolas,… Esta é Betsy DeVos...

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Na morte de Fidel de Castro

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Cada qual fará do homem e do seu papel na História uma apreciação própria. Para quantos não vêem o evoluir dos povos numa simples leitura a preto e branco certamente que Fidel foi (é) uma referência incontornável nos acontecimentos da América Latina e do Mundo nas últimas décadas. Assinalamos a sua morte com pesar.

Algumas referências:

Fidel, por Eduardo Galeano

Um revolucionário incomparável

Anúncio da morte de Fidel por Raúl Castro

Cinco canções para recordar Fidel

 

 

 

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A propósito do Nobel para Bob Dylan

Pete Seeger Bob Dylan

A Academia sueca atribuiu o Prémio Nobel da literatura a Bob Dylan. Nos próximos dias serão explicadas e detalhadamente analisadas as razões para tal opção.Provavelmente pretenderam distinguir um canto-autor norte americano que, durante décadas, foi promovido como a expressão da 'contestação' mais ou menos juvenil no que, então, se chamava o 'mundo ocidental'.

Certamente Bob Dylan fez músicas e poemas interessantes. É verdade que em tempos deu voz às lutas contra a guerra do Vietnam e à crítica de alguns aspetos do 'american way of life'. Ainda bem que teve sucesso e isso lhe deu largos proveitos financeiros.

Não me incomoda que tenham atribuído um prémio a Bob Dylan. A Academia sueca já fez muito pior.

Felizmente os Estados Unidos da América têm, nesse campo musical em que Bob Dylan emergiu, uma plêiade de excelentes canto-autores. A maioria deles tende a ser ostracizada pelo 'stabelishment', quando não lhes acontece pior.

Bob Dylan, tal como Joan Baez, procuraram inicialmente prosseguir o percurso de Pete Seeger o 'pai' de toda a música popular norte-americana feita nos últimos 70 anos. Mas Pete manteve-se coerente até que, em 2014, faleceu com 94 anos.
O convite de Obama para que cantasse na festa com que comemorou a primeira eleição foi um gesto, bastante tardio, para 'reparação' das perseguições e injustiças de que Pete Seeger foi alvo.

Canções como "solidarity", "where have all the flowers gone?", "which side are you on", "if i had a hammer", "

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A Ordem Criminosa do Mundo

Documentário exibido pela TVE que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos, Eduardo Galeano e Jean Ziegler, sobre o mundo atual.

Legendado em Português.

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  • Joana Salém Vasconcelos
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A esquerda e a governabilidade: reflexões sobre a armadilha pemedebista

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Joana Salém Vasconcelos

7 de setembro de 2016 in JUNHO blog

“Isso não é democracia. É pacificação permanente.” (Paulo Arantes)

Com este ensaio pretendemos discutir algumas implicações do golpe de 2016 para a esquerda brasileira, sobretudo no que diz respeito ao sistema partidário e aos limites da governabilidade no atual regime político. Vivemos um momento de ruptura autoritária. A bandeira da “legalidade democrática” foi erguida pelas esquerdas em defesa de parâmetros mínimos de democracia, como o respeito às eleições diretas e à Constituição de 1988. Ao mesmo tempo, porém, a lógica do sistema partidário brasileiro dificulta a condução de mudanças sociais e políticas profundas por dentro do Estado, tornando a ação partidária da esquerda bastante limitada pelo próprio aparato legalista que esta pretende defender.

Lulismo e ilusionismo 

Em novembro de 2009, a capa da revista The Economist estampou um Cristo redentor carioca que decolava como um foguete por cima da frase: “Brazil takes off”. Na época, tínhamos acabado de ser escolhidos como sede dos jogos olímpicos de 2016 e nossos índices de crescimento econômico com inclusão social despertavam a atenção global. Em 2011, o Brasil alcançou o posto de 6ª maior economia do mundo. Apesar da condenação de quatro petistas e outros dez políticos da base aliada no processo do mensalão em 2012, durante um intervalo de quatro ou cinco anos, uma onda de otimismo popular dificultava a ampliação de qualquer base social crítica...

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Conversando sobre...o Brasil

Amandio Silva

23 de Setembro (sexta feira) ~ 21,15h

Associação Humanitária dos Bombeiros de Parede

 Amândio Silva, um cidadão da Parede antifascista e combatente pela democracia, recentemente regressado do Brasil fará uma breve exposição e animará o debate que se espera muito participado e diversificado sobre a situação social e política no Brasil.

O 'roteiro' previsto para a apresentação refere os seguintes pontos:

- Divisão de poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário
- O Congresso Nacional: sua composição, proliferação de partidos
- Ascensão e declínio do PT-Partido dos Trabalhadores
- Análise do processo de impedimento de Dilma Roussef
- Consequências previsíveis da orientação da equipa Temer
- Eleições presidenciais antecipadas?


Será uma conversa informada mas informal sobre um tema importante que tem despertado merecida atenção em Portugal e no Mundo.

Todos/as os cidadão/ãs que queiram participar estão convidados/as e serão bem vindos

 

Alguns artigos neste site relacionados:

“E por isso, como no passado, resisto”

Artistas e intelectuais brasileiros exigem respeito

Como é que se diz «processo de ajustamento» em brasileiro?

Ela Wiecko demite-se do cargo de vice-PGR

Onde erramos?

Senado consuma golpe de estado no Brasil

E agora, Brasil?

Portugal… a Temer

Michel Temer pode “pedalar”

Leonardo Boff alerta sobre plano para 'recolonizar a América Latina'

Eduardo Cunha cassado e inelegível até 2027 Tornado

A esquerda e a governabilidade: reflexões sobre a...

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O Universalismo Europeu

Universalismo Europeu

Num tempo em que as questões da relação entre povos e pessoas com diferentes culturas e religiões estão na ordem do dia há que chamar a razão esclarecida acima dos 'achismos' mais ou menos emotivos sugeridos pela superficialidade mediática e pela inculcação ideológica dominante.

O contributo de Immanuel Wallerstein para a reflexão sobre o tema é relevante.

"Em O universalismo europeu: a retórica do poder, Immanuel  Wallerstein  desmonta  passo  a  passo a  argumentação  pretensamente  universal  dos poderosos,  à  qual  se  refere  como  universalismo europeu.  O  sociólogo  norte-americano  penetra a fundo  suas  três  principais  manifestações: 1)  a  intervenção  militar em  países  ditos  em  crise promoveria a  democracia e  defenderia  os  direitos humanos,  2)  a  dominação,  ou  a  tutela,  seria  uma forma  de  desenvolver  povos  atrasados;  e  3)  0 império  das  potências  sobre  o  globo  seria  inevitável e  às  outras  nações  não  haveria alternativa  a  não  ser submeter-se ao jugo dos que dominam o mundo"

Ver/baixar: pdf O Universalismo Europeu (1.76 MB)

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September 11

Em Setembro assinalam-se vários 'setembros', como nos recorda um artigo publicado há dias. Do Setembro das 'Torres Gémeas' muito se tem dito e, provavelmente, muito terá sido omitido. Do Setembro chileno menos se disse e mais se pretende fazer esquecer. Afinal em 1973 ficou (definitivamente?) comprometida a crença de que era possível mudar significativamente o poder pela via das eleições democráticas. Ficou a verificação, dramaticamente confirmada, que os grandes interesses económico-financeiros e o poder geoestratégico hegemónico quando têm o seu predomínio verdadeiramente questionado não olham a meios para recuperar o mando. Esse é um facto que, infelizmente, não se restringe ao passado e do qual abundam exemplos recentes.

Talvez por isso valha a pena relembrar a 'curta metragem' com que Ken Loach  assinalou a relação entre os dois '11 de Setembro'.

 

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O discurso histórico de Putin em Sochi

VladimirPutin_Valdai

Esta é uma visão da situação mundial que vale a pena conhecer. Fornece-nos um conjunto de dados e perspetivas a ter presenta na nossa própria análise.

O documento que transcrevemos foi obtido em "odiario.info"

No dia 24 de Outubro de 2014, Vladimir Putin pronunciou em Sochi, no Clube Valdai de Discussão Internacional, um discurso histórico que foi praticamente ignorado pelos grandes media dos Estados Unidos e da União Europeia.
Foi uma resposta contundente e oportuna à agressiva estratégia de dominação mundial do imperialismo norte-americano, ampliada pelo presidente Barack Obama.
Transcrevemos abaixo na íntegra esse importante Documento, que não perdeu atualidade. Ao relembrar que os EUA destruíram o Sistema de Segurança Coletiva Universal existente, Putin advertiu Obama de que a Rússia não está disposta a submeter-se ao «Império do caos americano» imposto por Washington

Transcrevemos abaixo na íntegra o discurso de Putin:

«Já foi dito que este clube tem novos organizadores. Incluem organizações não-governamentais russas, grupos de especialistas e universidades. Pensou-se também em alargar as discussões para incluir não apenas assuntos relativos à Rússia mas também à economia e políticas globais.

A organização e o conteúdo apoiam a influência do clube como um fórum de discussões e especializações. Ao mesmo tempo, espero que o «espírito Valdai» permaneça — esta atmosfera livre e aberta e a oportunidade de expressão de opiniões francas e diversas.

Deixem-se...

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Leonardo Boff alerta sobre plano para 'recolonizar a América Latina'

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Leonardo Boff, um dos fundadores da Teologia da Libertação, alerta que os Estados Unidos com governos aliados tentam um processo de recolonização neoliberal na América Latina.

 

Em entrevista ao diário Página 12, o ex-sacerdote franciscano brasileiro considera que há uma nova guerra fria que se trava entre Estados Unidos e China. Este último país está entrando na América Latina e Brasil pertence ao Grupo BRICS.

Então, ao atacar o Brasil atacam a China e seus enormes investimentos, sustenta Boff. E argumenta: só no ano passado o gigante asiático investiu 54 bilhões de dólares para a ferrovia que une o Atlântico com o Pacífico, assim como em portos e infraestrutura.

Com isso, obviamente, quer favorecer as exportações ao seu mercado, explica o filósofo e escritor.

Para Boff, Washington vê com maus olhos o avanço das relações de países latino-americanos com Beijing, 'porque eles querem controlar o continente'.

'A ideia chave do Pentágono é dupla. Por um lado, um só mundo, um só império. Pelo outro, cobrir todos os espaços', opina.

E adverte: 'A nós assusta muito que Estados Unidos negocie com Mauricio Macri duas bases militares, uma na Patagônia e outra nos limites entre Brasil, Paraguai e Argentina, próxima do maior aquífero de água doce do mundo'.

Assinala que assim como no Paraguai, Honduras e Brasil, a tendência neoliberal se confirma com as políticas de Mauricio Macri. 'Na Argentina, o Estado assume hoje uma política...

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  • João Ramos de Alameida in LADRÕES DE BICICLETAS
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Os galões da globalização

Authors: in LADRÕES DE BICICLETAS

António Vitorino aproveitou a sua ida à universidade de verão do CDS para atacar as esquerdas radicais, a "esquerda internacionalista". E mal o disse, exaltou-se, avivou-se-lhe a voz, parecia que tudo vinha do fundo de si. E arrancou uma entusiasmada salva de palmas aos jovens de direita.
Conseguiu-o criticando essas "esquerdas" que estão contra a globalização e apenas querem o proteccionismo, quando apenas a globalização - que é imparável - retira as populações da pobreza. E que a esquerda, em vez de zangada com isso, deveria ficar contente.  Ora, Vitorino sabe muito bem que o argumento nem é esse. Trata-se apenas de: 1) um problema de desenvolvimento económico e de depradação, porque dificilmente um país cria a sua base económica sem protecção; 2) um problema de repartição dos ganhos da globalização. No fundo, essas "esquerdas" querem impedir que o planeta se torne numa imensa zona comercial em que é possível pagar custos de produção ao preço das zonas mais pobres, para depois cobrar pelas mercadorias preços ao nível das zonas mais ricas (que entretanto perderam essas actividades e empregos), sendo os lucros assim conseguidos remetidos - via preços de transferência - para uma conta bancária em zona fiscalmente "privilegiada". Nem de propósito, o José Vitor Malheiros fala hoje sobre isso com o exemplo do Pingo Doce.
Estas ideias fazem-me lembrar o que ando a ler nos transportes. Uma cronologia que o meu pai fez nos anos 80...

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Um apontamento sobre a 'Terceira Via'

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Num texto escrito para o sítio digital da Plataforma Cascais, a propósito da pressão europeia para as políticas austeritárias e sobre os refúgios fiscais, referi a Terceira Via. Tratando-se de um artigo de opinião circunstancial ilustrado com algumas ligações (links) para outras fontes de informação estabeleci uma ligação dessa expressão - Terceira Via, com a wikipédia em português.

Terá sido uma opção pouco esclarecedora sobre a qual se justifica dizer algo mais. A Wikipédia é um instrumento  utilíssimo  para acesso rápido e recolha de um vasto leque de informação. Com 15 anos de construção colaborativa esta enciclopédia digital dispõe de mais de 30 milhões de artigos (cerca de 940 mil em português) em 277 idiomas e tem mais de 360 milhões de leitores. Todavia, apesar de ser considerada por diversos estudos independentes como uma fonte credível, a Wikipédia é permeável à existência (mesmo que temporária) de verbetes menos rigorosos, com ambiguidades e, por vezes, com incorreções.

Creio ser esse o caso da interpretação que a Wikipédia em língua portuguesa faz acerca do conceito de ‘Terceira Via’.

Diz-se aí que a Terceira Via é “uma alternativa às propostas econômicas do liberalismo econômico e do comunismo”. Esta conceção aparece alicerçada na referência a um artigo de André Regis, Professor de Ciência Política e Direito Constitucional da Universidade de Olinda, Brasil.

Desde logo, ao consultar-se o referido artigo, verificamos que, a Wikipédia faz uma síntese...

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Donald Trump e Sílvio Berlusconi: Descubra as 8 (pequenas) diferenças

Trump Berlusconi

Este texto de veraneio, agora que a silly season foi mesmo a banhos, vem na sequência da leitura de um nobre texto de Umberto Eco de 1995, publicado, muito a propósito, no site da Plataforma Cascais - Movimento Cívico. O referido texto define e expande uma ideia, a de Ur-fascismo. O Ur-fascismo, para Eco, na data de publicação, serviu para alertar os cidadãos sobre a Medusa fascista. Ou seja, baseia-se no animal da Mitologia grega, protagonista da narrativa que serve de imagem aos trabalhos de necessária vigilância democrática de todo o cidadão democrata e responsável. É que, tal como no fascismo, na narrativa mitológica, ao ser cortada uma cabeça da Medusa, logo duas apareciam. Este trabalho de liquidar a Medusa foi, se bem me lembro, uma das tarefas, tambem mitológicas, de Hércules. Parece-me que a Plataforma Cascais – Movimento de Cidadania, também tem desafios hercúleos pela frente: Por exemplo, vigiar e acrescentar à democracia interna da estrutura autárquica.

       Regressemos, por agora, à memoria critica da história e das mitologias. O prefixo Ur, utilizado por Eco no conceito Ur-Fascismo, refere-se a uma cidade Suméria (actual Iraque), lugar da linguagem escrita matriz originária das actuais línguas. Ou seja, as primeiras formas de comunicação e cidadania, registadas historicamente. Isto, claro está, se não tresli os escritos de George Steiner, um outro grande pensador crítico europeu. Em resumo, uma das tarefas maiores da cidadania...

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Fascismo Eterno

Umberto Eco

Partilho convosco um texto de Umberto Eco, datado de 1995.

As mascaras dos poderes fascizantes que ameaçam a Europa e o Mundo. O texto está em Inglês uma vez que as traduções encontradas continham imprecisões. O link de onde foi tirado é o seguinte: http://interglacial.com/pub/text/Umberto_Eco_-_Eternal_Fascism.html


In spite of some fuzziness regarding the difference between various historical forms of fascism, I think it is possible to outline a list of features that are typical of what I would like to call Ur-Fascism, or Eternal Fascism. These features cannot be organized into a system; many of them contradict each other, and are also typical of other kinds of despotism or fanaticism. But it is enough that one of them be present to allow fascism to coagulate around it.

* * *

1. The first feature of Ur-Fascism is the cult of tradition.

Traditionalism is of course much older than fascism. Not only was it typical of counterrevolutionary Catholic thought after the French revolution, but is was born in the late Hellenistic era, as a reaction to classical Greek rationalism. In the Mediterranean basin, people of different religions (most of the faiths indulgently accepted by the Roman pantheon) started dreaming of a revelation received at the dawn of human history. This revelation, according to the traditionalist mystique, had remained for a long time concealed under the veil of forgotten languages -- in Egyptian hieroglyphs, in the Celtic runes, in the scrolls of the...

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Falemos então do Brexit

Jose goulao v2 ok

 

chantagem

in 'jornal TORNADO'.

A intoxicação epidémica; os contornos de uma operação de terror e as terríveis consequências para o mundo, a Europa e até para este pobre cantinho lusitano. A União Europeia e a NATO como regaços de uma aliança criminosa



Está em curso uma intoxicação epidémica, que tem contornos de uma operação de terror, sobre as terríveis consequências que se abateriam sobre o mundo, a Europa e até este pobre cantinho lusitano se o Reino Unido, por sinal o braço europeu mais fraterno do grande império, sair da União Europeia.

A vaga de propaganda chantagista sobre os horrores que adviriam dessa hipótese atingiu a histeria do vale-tudo e mesmo agonias de desespero que justificariam uma investigação séria sobre as circunstâncias que levaram ao cobarde assassínio da deputada trabalhista Jo Cox.

Para todos os efeitos, o autor foi um demente dedicado aos folclores nazis, agiu sozinho e pronto.

O assunto foi retirado das primeiras páginas, ficando agora cada qual com a resposta à pergunta clássica que se faz para adivinhar o criminoso nos romances policiais: a quem aproveita o crime?

Sair da União Europeia é um direito inalienável dos britânicos, que quase certamente não se livrarão de uma segunda consulta, ou das que forem necessárias, se teimarem em dizer que não desejam estar num sítio onde, em boa verdade, nunca estiveram de boa vontade.

Não é este o hábito dos mandantes da União Europeia, vide as repetições...

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Referendo no Reino Unido: há que respeitar o voto soberano do povo!

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CGTP-IN

O resultado do referendo no Reino Unido representa uma profunda derrota para os interesses do grande capital britânico, bem como para todos os seus aliados da União Europeia, EUA, FMI e NATO, que tudo fizeram para condicionar a expressão da livre vontade do povo britânico, ingerindo-se descaradamente na campanha.

Independentemente das motivações próprias relacionadas com a política interna no Reino Unido, este resultado confirma também a rejeição das politicas federalistas e neoliberais impostas aos trabalhadores e aos povos da União Europeia, políticas consubstanciadas em Tratados como o Tratado de Lisboa, o Tratado Orçamental, bem como a União Económica e Monetária, a Governação Económica o Semestre Europeu e o seu cortejo de medidas ditas de austeridade, de ataque aos direitos laborais e sociais, que têm conduzido ao aumento da exploração e ao empobrecimento dos trabalhadores e dos povos.

Com a derrota no referendo e a já anunciada demissão do 1º Ministro do governo conservador, a União Europeia deve respeitar escrupulosamente a vontade soberana expressa nas urnas pelo povo britânico.

Este é também o momento para que a UE reflicta sobre as razões porque na maioria dos países aumenta a contestação popular e a necessidade de ruptura com a sua politica anti-laboral e anti-social

A CGTP-IN expressa a sua solidariedade aos trabalhadores, ao movimento sindical e às forças progressistas que no Reino Unido têm lutado e continuam a lutar para colocar em primeiro...

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O "Brexit" e os seus admiradores

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Opinião

Para qualquer observador, mesmo que distraído, este referendo foi ganho com temas de direita e nenhuma promessa acionável de políticas sociais

Vamos clarificar uma coisa. Este resultado no referendo britânico está relacionado com três coisas: em primeiríssimo lugar, a imigração; em segundo lugar, o nacionalismo; e, apenas em terceiro lugar, a preocupação com a supremacia do parlamento e os argumentos sobre a falta de democracia na União Europeia.

Podemos pensar o que quisermos sobre cada um destes temas. A imigração foi mais do que um tema instrumental para a campanha do "Brexit". Ele foi “o” tema determinante desta campanha. Até à concentração quase exclusiva neste tema, os adeptos do "Brexit" perderam nos argumentos económicos, e foi só a partir do momento em que conseguiram tornar a campanha numa campanha sobre imigração que começaram a subir nas sondagens. O nacionalismo pode ter leituras mais ou menos benignas, mas o certo é que a ideia de “tomar o nosso país de volta” foi a segunda mais importante do debate do "Brexit". Em terceiro lugar apenas — mais compreensível e justificadamente — veio a questão do défice democrático na UE, embora nunca muito explorada uma vez que o próprio Reino Unido é uma monarquia hereditária com uma câmara parlamentar composta por 750 lordes não-eleitos.

Sobre o que não foi esta campanha? Não foi sobre o euro, não foi sobre a austeridade e não foi sobre o Tratado Orçamental ou...

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Many Thanks to the English Working Class

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Por uma vez em inglês. Muito obrigado à maioria do povo britânico. E diz que a classe contou. A partir desta periferia fustigada pelo austeritarismo de Bruxelas, pela arrogância desta elite pós-democrática, acho que é inspirador assistir a esta corajosa votação pela mudança.

 Num discurso na cidade de Manchester, que incluiu uma passagem em alemão e tudo, Gisela Stuart, uma das poucas deputadas trabalhistas pela saída e a primeira a falar do partido, afirmou:

“Este referendo ocorreu num contexto de afirmação do poder das instituições e do dinheiro. Foi dito às pessoas que não tinham outra escolha a não ser permanecer, mas estas votaram pela saída. Temos a obrigação de permanecer calmos e de trabalhar em conjunto. Esta é uma oportunidade para recuperar o controlo democrático das decisões.”

Uma oportunidade. Nem mais, nem menos. Nós também precisamos de uma oportunidade, claro.

 

in 'Ladrões de Bicicletas'

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BREXIT: um tema para estudar e reflectir.

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Nesta madrugada aconteceu o BREXIT.
Os mídia e muitos 'opinion makers' apressam-se a conduzir-nos para uma avaliação dicotómica deste importante acontecimento.

 Há quem já esteja a usar o  Brexit como um elemento simplista para a divisão de quantos convergem na defesa de mais democracia e mais igualdade (em europês politicamente correcto diz-se 'coesão') na União Europeia e em Portugal.

Não vamos por aí.

Certamente houve (há) boas a más razões a favor do Brexit, assim como as houve boas e más contra o Brexit.

O assunto é demasiado complexo e importante. Exige-nos estudo e reflexão sobre diversos pontos de vista. Importa perceber que interesses e forças se movem hoje a favor e contra a manutenção da UE, tal como esta está a funcionar, quais as que defendem a sua reforma (em que sentido?)  e as que consideram que a UE é um factor negativo para o progresso dos povos. Obviamente que não se trata de opções a 'preto e branco' porquanto a compreensão dificíl é a dos conzentos.

Aqui ficam alguns primeiros contributos, diversos, para um debate que também diz respeito à cidadania cascaense.

 

 Many Thanks to the English Working Class

Referendo no Reino Unido: há que respeitar o voto soberano do povo!

O "Brexit" e os seus admiradores

Falemos então do Brexit

 

Juntemos opiniões.

 

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