mundo001Diversos pontos de vista sobre assuntos de caráter global/mundial.

Os novos territórios do Daesh

Thierry Meyssan*

Muito embora já não haja mais razão de ser para a divisão dos jiadistas entre Alcaida e Daesh, as duas organizações perduram fazendo guerra no Médio-Oriente Alargado. Paradoxalmente, é agora a Alcaida quem gere um pseudo-Estado, na província de Idlib, e o Daesh quem organiza atentados fora dos campos de batalha, no Congo e no Sri Lanka.
A libertação da zona administrada pelo Daesh (E.I.), tal como se fosse um Estado, não significou o fim desta organização jiadista. Com efeito, se este é uma criação dos Serviços de Inteligência da OTAN, ele incarna uma ideologia que mobiliza os jiadistas e que pode sobreviver-lhe.

A Alcaida era um exército auxiliar da OTAN que vimos combater no Afeganistão, depois na Bósnia-Herzegovina, e por fim no Iraque, na Líbia e na Síria. As suas principais acções são actos de guerra (sob a denominação de «Mujahedins» ou de «Legião Árabe», ou outras ainda), e, subsidiariamente, mais abertamente de operações terroristas como em Londres ou em Madrid.

Osama Bin Laden, oficialmente considerado como o inimigo público número1, vivia, na realidade, no Azerbaijão sob protecção dos EUA, tal como testemunhou uma vigilante do FBI [1].

Recordemos que os atentados do 11-de-Setembro em Nova Iorque e Washington jamais foram reivindicados pela Alcaida, que Osama Bin Laden declarou que não estava envolvido neles, e que o vídeo onde ele se contradiz só foi autenticado pelo seu empregador, o Pentágono, mas foi julgado falso...

Terrorismo

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  • Arnaldo Xarim in 'O TORNADO'
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A utopia do “Trickle-Down”

Em conversas informais ou no mais responsável dos meios de comunicação, surgem regularmente referências directas ou indirectas ao chamado “trickle down economics”.

No apoio ou na crítica ao modelo de política económica seguido (ou imposto pelos “negociadores” dos programas de apoio financeiro do FMI, da UE e do BCE) na Zona Euro, está sempre implícita a discussão daquela teoria que na mais simples das suas versões se traduz na ideia que as reduções de impostos e outros benefícios fiscais de que beneficiem as grandes empresas e as famílias mais ricas, acabarão por se converter também em benefícios para os segmentos menos favorecidos do conjunto da população.

Embora a sua entrada no léxico corrente seja recente, a origem do conceito é bastante antiga e por isso mesmo são estatisticamente observáveis os efeitos práticos da sua aplicação, mesmo quando a simples observação empírica bastaria para o refutar. Sem truques nem malabarismos desnecessários basta recordar que o período áureo dos seus defensores coincidiu com a eleição de Ronald Reagan para presidência norte-americana e com a aplicação da chamada “Reaganomics” – designação pela qual ficou conhecida a política económica adoptada pelo presidente Reagan, durante a década de 80, assente nos quatro pilares da redução dos gastos públicos, da redução dos impostos sobre a renda e os ganhos de capital, da desregulação da economia e do controlo da oferta de moeda para reduzir a inflação – , ou seja, o...

Economia política

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  • in 'Sputnik Brasil'
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Marinha venezuelana expulsa navio de guerra norte-americano de suas águas (FOTOS)

Navio da Guarda Costeira dos EUA USCGC James

Na sexta-feira (10), um navio de guerra norte-americano entrou em águas venezuelanas, mas as abandonou depois de ter comunicado com a Marinha venezuelana.

Segundo a Marinha da Venezuela, o navio da Guarda Costeira dos EUA USCGC James foi notado pela primeira vez pelas Forças Armadas venezuelanas na quarta-feira (8). Na quinta-feira, um navio de patrulha venezuelano se aproximou do navio americano e o convenceu a mudar de rumo.

"Depois de nossas comunicações por rádio, o USCGC James foi convencido da necessidade de mudar seu rumo e deixou nossas águas", afirmou a Marinha em um comunicado.

O USCGC James pertence à Guarda Costeira dos Estados Unidos. Alguns internautas rastrearam a suposta presença do navio dos EUA em águas venezuelanas.

O Comando Sul dos Estados Unidos (SOCOM) informou em um comunicado na terça-feira (7) que os EUA planejam enviar à região o navio de assistência hospitalar Comfort para prestar apoio aos países regionais em meio à crise na Venezuela.


© REUTERS / Miraflores Palace

Venezuela

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China diz que negociações com os EUA não acabaram e aponta 3 pontos de discórdia

Presidente dos EUA, Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, durante negociações entre EUA e China no G20, na Argentina

© REUTERS / Kevin Lamarque

O principal negociador comercial da China, Liu He, disse nesta sexta-feira em Washington que as negociações comerciais com os EUA continuariam em Pequim após dois dias de negociações e um aumento de tarifa nos EUA.

"As negociações não foram interrompidas, mas, ao contrário, isso é apenas uma reviravolta normal nas negociações entre os dois países", declarou Liu à mídia chinesa.

"Ambos os lados concordam que se reunirão novamente em Pequim no futuro e continuarão impulsionando as negociações", prosseguiu ele, sem dar uma data.


Embora Liu tenha considerado os dois dias de conversações nos EUA "produtivos", ele destacou que as diferenças continuam existindo.

"Temos um consenso em muitas áreas, mas para falar francamente, há áreas em que temos diferenças e acreditamos que elas dizem respeito a grandes princípios", explicou. "Todo país tem princípios importantes e não faremos concessões em questões de princípio".

De acordo com a mídia estatal chinesa, três principais diferenças permanecem nas negociações comerciais entre Pequim e Washington.

O Diário Oficial do Povo do Partido Comunista e a agência de notícias oficial Xinhua disseram que, além do aumento das tarifas adicionais, as diferenças se concentraram nas compras comerciais e em um texto "equilibrado" para qualquer acordo comercial.

"A China nunca cederá à...

China, USA

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ONU quer investigar milícias e execuções no Brasil, mas pedido segue parado

Jair Bolsonaro chegando ao encontro no Palácio do Planalto em Brasília (foto de arquivo)

© AP Photo / Eraldo Peres

A Organização das Nações Unidas (ONU) aguarda desde 2018 autorização para investigar execuções sumárias e a atuação das milícias no Brasil. A Sputnik Brasil ouviu um especialista em segurança pública para comentar o assunto.

O pedido de autorização da ONU está em meio a outros vários, apesar de uma política de portas abertas que o Brasil mantém com a organização.

Em 2018, por exemplo, nenhum desses pedidos foi atendido, apesar de o país apenas controlar as datas das visitas. Já em 2019, a promessa é de que o atual governo de Jair Bolsoanaro retome as agendas de visitas, mas nada foi feito ainda.


O pedido de autorização da ONU em relação para investigar execuções e milícias data de 2018 e solicita visita para este ano. Apesar de a visita ainda não ter sido autorizada, diversas denúncias já foram protocoladas na organização.

É o caso, por exemplo, de denúncia protocolada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa fluminense, que denunciou o governador do estado, Wilson Witzel. A presidente da comissão, Renata Souza (PSOL), apresenta na denúncia que 432 pessoas foram mortas em ações de forças de segurança nos primeiros três primeiros meses do ano no Rio de Janeiro. Posteriormente Witzel criticou a denúncia e sugeriu a cassação da deputada.


Brasil, Violência

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Guerra na Venezuela

– Os EUA já estão em guerra com a Venezuela. Uma guerra híbrida, não-convencional, mas uma guerra

por Marcelo Zero

A grande pergunta que todos se fazem no momento é se haverá ou não uma guerra na Venezuela.

Bom, em primeiro lugar, é preciso considerar que os EUA já estão em guerra com a Venezuela. Uma guerra híbrida, não-convencional, mas uma guerra.

Os EUA estão fazendo de tudo na Venezuela. Além do embargo comercial e financeiro , que já ocasionou a morte de pelo menos 40 mil pessoas, confiscaram ouro e outros ativos da Venezuela no exterior , promoveram atos de sabotagem que levaram a apagões , instituíram um títere ridículo (Guaidó) para tentar derrubar Maduro mediante um golpe , articularam o isolamento diplomático e político do nosso vizinho , fazem pressão para que os militares abandonem o governo constitucional , promovem uma grande campanha de desinformação sobre a Venezuela para criminalizar Maduro e o regime bolivariano, etc. etc.

A questão não é, portanto, se os EUA entrarão em guerra com a Venezuela, mas se a atual guerra híbrida escalará para uma guerra militar estrito senso.

Para tentar responder a essa pergunta, temos de levar em consideração dois grandes fatores.

O primeiro tange à nova geoestratégia dos EUA para América Latina. Eles querem implantar, a ferro e fogo, se necessário, a Nova Doutrina Monroe, segundo a qual a nossa região tem de ser, de novo, um espaço de influência exclusiva dos EUA. Um quintal. Um patio trasero, como...

Venezuela

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Trump ordena aumento de tarifas contra a China e valor chega a US$ 300 bilhões

Bandeiras dos EUA e China (imagem de arquivo)

© AP Photo / Andy Wong

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que as tarifas sejam cobradas em todas as importações remanescentes da China, que somam cerca de US$ 300 bilhões, disse o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, em comunicado.

"O presidente também ordenou que começássemos o processo de aumentar as tarifas de praticamente todas as importações remanescentes sobre produtos da China, que são avaliadas em aproximadamente US$ 300 bilhões", disse Lighthizer nesta sexta-feira (10).


No começo do dia, ele acrescentou, os Estados Unidos aumentaram as tarifas de 10% para 25% em cerca de US$ 200 bilhões em importações chinesas.

O vice-premiê chinês, Liu He, que lidera a comissão chinesa na negociação comercial com os Estados Unidos, afirmou em entrevista à CCTV nesta sexta-feira (10) que a China responderá às ações dos EUA.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2019051013857370-donald-trump-china-comercio-tarifas-importacao/

China, USA

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China se diz forçada a retaliar aumento de tarifas dos EUA

Navio holandês MSC Zoe

O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, afirmou nesta-sexta-feira (10) que Pequim será forçada a retaliar o aumento de tarifas anunciado pelos Estados Unidos. Liu He é responsável por lideras as negociações bilaterais de comércio entre os países.

Mais cedo nesta mesma data, uma nova rodada de tarifas de comércio foi efetivada pelos EUA. Com isso, um total de US$ 200 bilhões em produtos chineses foi tarifado, aumentando de 10% para 25%.


"Se os Estados Unidos aumentarem suas tarifas, nós teremos que responder a isso também. Claro, esperamos que os Estados Unidos barrem a medida. Então, a China também irá aderir a essa posição. Um dos lados não pode demonstrar indefinidamente", disse o político chinês em uma entrevista para a emissora chinesa CCTV após as negociações em Washington.

O vice-premiê insistiu que a China era contra o aumento de tarifas de comércio entre os países.

Nós acreditamos que [o aumento de tarifas] não é benéfico nem para os Estados Unidos nem para a China nem para ninguém. Ainda, isso não ajuda a resolver questões comerciais e econômicas", ressaltou Liu.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/economia/2019051013857327-china-eua-comercio-tarifas/

China, USA

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  • Carlos Esperança in 'PONTE EUROPA'
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Nelson Mandela – 10 de maio de 1994

Há um quarto de século, Nelson Mandela, ao tomar posse como presidente da África do Sul, declarou «Nunca, nunca e nunca de novo esta bela terra experimentará a opressão de um sobre o outro».

Esse dia ficou na História porque a história de uma vida singular o tornou possível. O pacifista que defendeu uma sociedade democrática e pluriétnica para um país livre é a maior referência ética africana e das maiores da Humanidade.

O velho prisioneiro e primeiro presidente da África do Sul livre, condenado a prisão perpétua, resistiu ao cativeiro 27 anos e ao ódio e à vingança o resto da sua vida. Foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz e foi maior o prestígio para o Prémio do que para o premiado.

O líder da resistência não-violenta da juventude, fora julgado por traição. Foragido, foi capturado pelo governo racista, em 1962, com apoio da CIA. O advogado dos direitos humanos entrou num cárcere do regime de segregação racial e esse prisioneiro, 46 664, tornou-se o símbolo dos que não desistem de transformar o Mundo e mudou o país que era coutada só de alguns.

Em 1987, o PM português, Cavaco Silva, mandou votar contra uma resolução da ONU que exigia a libertação incondicional de Mandela, apenas ao lado dos EUA, de Reagan, e do Reino Unido, de Thatcher, numa votação que registou 3 votos contra, 129 a favor e 23 abstenções. Foi a pequenez do mordomo na raiva comum ao Homem.

Um quarto de século é o pequeno lapso de tempo decorrido desde que Mandela entrou na História pela porta...

África

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  • Vitor Dias in "O Tempo das Cerejas"
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Bela iniciativa

Uma nova e incontornável
página WEB sobre Garcia Lorca
aqui

«(...)Con fotografías cedidas en muchos casos por la fundación que representa a la familia del poeta, la web permite establecer "un viaje de ida y vuelta" a través de los numerosos recursos culturales y turísticos. Es precisamente esa vertiente turística y de promoción del patrimonio la que puso en valor José Entrena, presidente de la Diputación Provincial de Granada, durante la presentación del proyecto. Un labor que, en palabras del político socialista, tiene una “enorme trascendencia” pues abre el universo de Lorca “a millones de personas” y, de paso, permitirá dar “a conocer la provincia [de Granada] que tanto amó y que tanto le debe” al poeta. Además de una completa biografía y otra sección dedicada a la obra de García Lorca, dividida esta a su vez en su impronta literaria, musical y filmográfica, la web dispone de un índice alfabético con cerca de un centenar de personas relacionados con el poeta y datos útiles que incluyen museos, tours y una agenda actualizada de eventos.(...)»
(aqui)

Ver original em "O Tempo das Cerejas" (aqui)

Memória, Cultura

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  • Pensar Contemporâneo
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O estresse não passa? Talvez você esteja sofrendo de estresse crônico

Algum estresse é positivo. Faz com que nossos corpos liberem adrenalina, o que nos ajuda a realizar tarefas e projetos, e pode até melhorar nossa capacidade de desempenho e resolução de problemas. Mas o estresse crônico, que é constante e persiste por um longo período de tempo, pode ser debilitante e avassalador.

O estresse crônico pode afetar nosso bem-estar físico e psicológico, causando uma variedade de problemas, incluindo ansiedade, insônia, dores musculares, pressão alta e um sistema imunológico enfraquecido. Pesquisas mostram que o estresse pode contribuir para o desenvolvimento de doenças graves, como doenças cardíacas, depressão e obesidade. As conseqüências do estresse crônico são graves. No entanto, muitas pessoas que sofrem de estresse prolongado não estão fazendo as mudanças necessárias no estilo de vida para reduzir o estresse e, por fim, evitar problemas de saúde.

De acordo com uma pesquisa da American Psychological Association (APA), adultos que foram aconselhados por seu provedor de saúde a fazer mudanças de estilo de vida especificamente associadas a comportamentos ou sintomas de estresse – como parar de fumar, comer alimentos saudáveis, dormir mais ou reduzir estresse geral – foram os menos propensos a relatar o sucesso em fazer mudanças no estilo de vida. Felizmente, é possível gerenciar e aliviar o estresse crônico. Melhorar o estilo de vida e fazer melhores escolhas de comportamento são passos essenciais para aumentar a saúde...

Índia

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Guaidó declara que poderia aceitar intervenção militar dos EUA na Venezuela

Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana

© AP Photo / Fernando Llano

O opositor e o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, declarou que poderia aceitar uma intervenção militar dos EUA na Venezuela se isso ajudar a resolver a crise no país.

"Se os americanos propusessem uma intervenção militar, eu provavelmente aceitaria", disse Guaidó em uma entrevista ao jornal italiano La Stampa.

Guaidó não excluiu que as autoridades opositoras da Venezuela poderiam recorrer à norma constitucional que prevê a intervenção militar externa.

Segundo o opositor, atualmente as únicas subunidades militares estrangeiras que estão presentes na Venezuela são os militares de Cuba, que apoia o presidente legitimo Nicolás Maduro.

A crise na Venezuela se agravou em 30 de abril, quando o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, lançou a chamada Operação Liberdade para retirar Nicolás Maduro do poder. Em um vídeo publicado no Twitter, Guaidó aparece ao lado de militares e do líder oposicionista Leopoldo López, que estava preso desde 2014 e foi libertado pelos rebeldes, na base aérea de La Carlota, em Caracas. Guaidó pediu uma "luta não violenta", disse ter os militares do seu lado e afirmou que "o momento é agora".


Segundo o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas da Venezuela continuam sendo completamente fiéis às...

Venezuela

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Nova espiral da guerra comercial sino-americana: após tarifas, Pequim promete retaliar

Notas yuan e dólares dos EUA são vistos em uma mesa em Yichang, província de Hubei, na China central em 14 de agosto de 2015

© AFP 2019 / STR

A partir de 10 de maio as tarifas norte-americanas sobre uma série de produtos chineses foram elevadas de 10% para 25%, em um valor de 200 bilhões de dólares. O especialista Pavel Kudryavtsev explica como o conflito comercial entre as duas maiores economias pode afetar a economia global.

As autoridades americanas decidiram aumentar as tarifas sobre uma série de produtos chineses no valor de 200 bilhões de dólares (R$ 890 bilhões) de 10% para 25%, incluindo produtos químicos, materiais de construção, mobiliário e alguns artigos eletrônicos. A medida entrou em vigor hoje (10).


O Ministério do Comércio da China sublinhou que "lamenta profundamente" o aumento das tarifas sobre as suas exportações e que não tem outro remédio senão tomar contramedidas a esse respeito.

"A China lamenta-o profundamente. Temos que tomar contramedidas necessárias", lê-se no comunicado do Ministério.

Ao mesmo tempo, o ministério expressou sua esperança de que ambos países trabalhem juntos para resolver os problemas existentes através da "cooperação e consultas".

É de assinalar que, há dez dias, Washington e Pequim anunciaram um “progresso significativo”, mas na quinta-feira (10) os EUA decidiram aumentar as tarifas em resposta à alegada violação de compromissos pela China.

"Desde 2017, a China e os EUA estão tentando resolver disputas...

China, USA

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  • José Carlos Ruy, em São Paulo in 'O TORNADO'
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A que interesses Bolsonaro atende ao facilitar o porte de armas?

Nesta terça-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro decretou a “flexibilização” do acesso às armas de fogo. A violência pode crescer na esteira desta ação insana.

A posse de armas de fogo foi facilitada nesta terça-feira (7) – o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro assinou o decreto nº 9.785 (publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira, 8), flexibilizando a posse para 20 categorias profissionais, entre elas advogados, caminhoneiros, jornalistas, agentes de trânsito e políticos. É um ataque do capitão presidente ao Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003.

Em 23 de outubro de 2005, no referendo então ocorrido 63% dos eleitores votaram a favor do comércio de armas. A pergunta apresentada era capciosa: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?” Não era claramente uma consulta sobre a posse de armas, mas sobre seu comércio. Atendendo à intensa campanha da direita cujo mote dizia que a posse de armas é um direito do cidadão, quase dois terços do eleitorado responderam não. Se aquela consulta popular se repetisse hoje, nos meses iniciais do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro, o resultado poderia talvez se inverter: uma pesquisa divulgada em dezembro de 2018 pelo Datafolha mostrou que 61% das pessoas apoiavam a proibição da posse de armas “pois representa ameaça à vida de outras pessoas”. É uma desaprovação crescente – em outubro de 2018 o número era 55%.

Estes dados mostram que os brasileiros...

Brasil

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  • José Mateus in 'O TORNADO'
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Holandeses acusam em Londres o Deutsche Bank de corrupção e subornos

Do Deutsche Bank já tudo é de esperar…

O maior dos bancos alemães há muito que está falido e se constituiu na maior ameaça ao sistema financeiro europeu (não, não é a Grécia nem qualquer dos “PIGS”, é mesmo o alemão Deutsche Bank, a que acresce ainda o segundo maior, o Commerzbank, e mais ainda as jurássicas “Caixas” dos Landers…), sendo, assim, até mesmo a grande ameaça ao sistema finaneiro global.

Mas, mesmo falido, o Deutsche Bank faz tudo para compor uma boa reputação de seriedade e eficácia bem à alemã: de lavagem de dinheiro das mafias russas a corrupções variadas, falsificação de condições de concorrência e subornos, vale tudo!

Mas, nada de espantos, não é a Siemens que é líder no ranking mundial da corrupção empresarial, estabelecido pela implacável e sempre atenta FCPA? Agora, a mais recente “aventura” do Deutsche é a acusação de suborno que lhes é feita pelos holandeses da Stichting Vestia, num tribunal de Londres…

United Kingdom: Deutsche Bank Accused of Bribery in London Lawsuit

May 09, 2019 08:00 pm

Stichting Vestia, a Dutch affordable-housing provider that nearly collapsed as a result of derivatives losses, is suing Deutsche Bank AG, saying the bank is responsible for bribery. The bank paid 3.5 million euros ($3.9 million) in commissions to a Dutch… Read More

Ver original em 'O TORNADO' na seguinte ligação:

Banca

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Ou o mundo muda ou vai viver uma situação catastrófica, diz Guterres

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou hoje que o mundo tem de mudar, de forma dramática, a maneira como fornece energia a fábricas, veículos e casas, para limitar o aquecimento global.

Isto porque a alternativa"significa uma situação catastrófica para o mundo inteiro", disse António Guterres, em entrevista exclusiva à Associated Press
Guterres afirmou que está a preparar uma visita às ilhas do Pacífico para ver como as alterações climáticas as estão a devastar, no seu renovado esforço para as combater, e já convocou os líderes mundiais para a ONU em setembro para lhes dizer que "precisam de fazer muito mais de forma a que se consiga inverter as tendências atuais e derrotar as alterações climáticas".

Isto significa, insistiu, que o mundo tem de mudar, não de forma progressiva, mas com grandes transformações, para uma economia verde, com veículos elétricos e "cidades limpas".



António Guterres adiantou que vai pedir aos líderes que deixem de subsidiar os combustíveis fósseis. Queimar carvão, petróleo e gás natural alimenta o aquecimento global ao libertar gases com efeitos de estufa (GEE).

O secretário-geral da ONU acrescentou que quer que os países não construam mais centrais a carvão depois de 2020. Pretende antes que coloquem um preço nas emissões de carbono e, por fim, quer garantir que em 2050 o mundo não põe mais gases com efeito de estufa na atmosfera do que a Natureza consegue...

Ambiente

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Trump avança para declarar Brasil aliado militar fora da NATO

O Presidente norte-americano iniciou na quarta-feira o processo de declarar o Brasil como um aliado militar estratégico dos EUA fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), através de uma notificação ao Congresso.

Trump já havia adiantado que pretendia conceder essa vantagem ao Brasil durante a visita à Casa Branca, em março, do seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, e nesta quarta-feira notificou o Congresso norte-americano da sua intenção, de forma a aprofundar a cooperação entre os dois países na área da defesa.
"Alerto-vos da minha intenção de designar o Brasil como aliado militar estratégico fora da NATO", disse o Presidente, numa carta enviada ao Congresso.

"Farei essa designação como um sinal de reconhecimento dos recentes compromissos do Governo do Brasil de aumentar a cooperação de defesa com os Estados Unidos, e consciente do nosso próprio interesse nacional em aprofundar a nossa cooperação de defesa com o Brasil", acrescentou Trump na breve mensagem.



De acordo com a lei dos EUA, o chefe de Estado deve notificar o Congresso pelo menos 30 dias antes de designar um país como um aliado militar estratégico fora da NATO.

Dessa forma, tecnicamente, Trump poderá conceder esse estatuto especial ao Brasil a partir de 07 de junho.

O Brasil irá tornar-se assim no segundo país latino-americano, depois da Argentina, e o décimo oitavo do mundo a obter o posto de aliado militar estratégico dos Estados Unidos fora da...

Imperialismo, Brasil

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  • Pensar Contemporâneo
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Aqueles que destroem os sonhos de outras pessoas, é porque não conseguiram alcançar seus próprios sonhos.

Do site  Rincón de la Psicología

De onde você tirou essa ideia ?!

Não sonhe tanto, coloque os pés no chão.

Você está louco!

Eu não acho que é possível, mas se você quiser falhar, vá em frente.

Você está brincando?

Pare de bobagens!

Se alguma destas frases é familiar para você, é provável que você conheça um destruidor de sonhos. São pessoas que parecem ter abraçado um único objetivo na vida: destruir os sonhos dos outros. Estas são pessoas que têm um problema para cada solução e que parecem encontrar prazer em derrotar os sonhos dos outros.

Essas pessoas se esforçam para tentar mostrar que suas metas não têm futuro, que tudo a que você se propõe, é ilusão; e lhe darão mil e uma razões para desistir desse sonho. Seus argumentos contra geralmente não são sólidos ou vêm de uma análise objetiva e meticulosa da situação, são apenas dardos contaminados com a negatividade dirigida contra a sua auto-estima.

Os 3 tipos de destruidores de sonhos

1 – O crítico

Essa pessoa é fácil de detectar, uma vez que sua fala costuma ser tingida de raiva e críticas. Ele listará todas as razões pelas quais seu sonho é irracional, irreal, indisponível e / ou impossível. Você provavelmente já conhece todos esses obstáculos e riscos, mas essa pessoa irá exagerá-los para desmotivá-lo. É a típica pessoa que espalha sua negatividade a golpe de crítica. Se não consegue te convencer com estas razões, é provável que em seu “último assalto” seu discurso se torne ofensivo e ataque você...

Indivíduo

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Insanidade e decadência do imperialismo (2ª parte)

Minutos anteriores ao atentado de Sarajevo, 28/Junho/1914.
por Daniel Vaz de Carvalho [*]

 

1 - A decadência económica,social e militar

Os EUA não têm política industrial, nem de investimento público além da área militar. Tudo está nas mãos e em conformidade com os interesses da oligarquia, sendo prosseguida uma política financeira e monetária derivada das teses monetaristas.

Esta situação conduziu a uma dívida federal superior a 22 milhões de milhões de dólares (105% do PIB), tendo crescido 1 milhão de milhões por ano desde há mais de uma década, valor que se acelerou com Trump para 1,5 milhões de milhões num ano. Sem incluir juros, se os EUA pagassem 100 milhões por dia, levariam 600 anos a pagar aquela dívida. A dívida total, incluindo empresas e particulares, é de 73,6 milhões de milhões de dólares (224 mil dólares por habitante, incluindo crianças). O défice comercial atinge 870 mil milhões de dólares de dólares. O PIB encontra-se inflacionado com capital fictício , resultante das dívidas, dos produtos derivados, da especulação com ações e da apreciação do dólar.

Embora a UE siga obedientemente as decisões dos EUA quanto a política externa, alguma contestação existe no campo económico. É o caso dos equipamentos da chinesa Huawei que a Alemanha e o Reino Unido se têm recusado a proibir. É o caso da Amazon obrigada ao pagamento de multas no valor de 5 mil milhões de dólares na UE, por abuso de posição dominante. A UBER foi proibida em vários países da UE e noutros sujeita a regulamentações que lhe retiram parte da...

Imperialismo

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Brasil | Mensagem de Nova Iorque ao mundo: Bolsonaro é uma aberração

Jefferson Miola | Carta Maior
A mensagem que Nova Iorque transmitiu ao mundo é muito representativa. A cidade mais cosmopolita do planeta tratou Bolsonaro como uma aberração intolerável, que tem de ser repelida.

A repulsa de Nova Iorque à presença de Bolsonaro no seu território simboliza a resistência à barbárie e ao que ele significa enquanto antítese radical dos valores humanos e civilizatórios.

Com seus atos, ideias e gestos, Bolsonaro atesta que é muito mais que uma aberração política; ele é, principalmente, uma monstruosidade humana.

O salvo-conduto para matar camponeses e encharcar o latifúndio com sangue – equivalente à licença para matar do ministro Moro – que Bolsonaro ofereceu aos empresários rurais na Agrishow, não deixa dúvida quanto à sua índole deformada.


O prefeito Bill de Blasio traduziu o sentimento de alívio com o cancelamento da presença de Bolsonaro: “O ódio não é bem vindo a Nova Iorque”.

O mundo civilizado tem uma opinião clara sobre Bolsonaro. E, por isso, o repele de modo taxativo.

Para o mundo civilizado, Bolsonaro representa um perigoso retrocesso anti-civilizatório, comparável às experiências trágicas que a humanidade conheceu com o fascismo e o nazismo entre os anos 1920 e 1945 na Europa.

No mundo civilizado, Bolsonaro causa asco, nojo, vómito. A presença dele é indesejável, não é bem-vinda; ele é persona non grata.

Para a oligarquia colonizada, todavia, Bolsonaro é o vetor para a execução do mais devastador...

Brasil

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Brasil | Educação abre resistência popular a Bolsonaro

Milhares de estudantes vão às ruas, em dezenas de estados, contra o corte de verbas. No ensino médio, multiplicam-se atos criativos. Truculência do governo desencadeará nova “Primavera Secundarista”?
Lucas Scatolini | Outras Palavras
Milhares de alunos do tradicional Colégio Pedro II, no centro do Rio, paralisados e nas ruas. Protestos em solenidade de que participava Jair Bolsonaro. Início de mobilização nos Institutos Federais (IFs) de 21 Estados. Bloqueio de rodovias. Começou assim – ágil, massiva e difundida – a resposta dos estudantes secundaristas ao corte de verbas do sistema de ensino, decretada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. São só os primeiros passos. Já se fala em greve nacional, no próximo dia 15, quando também pararão dezenas de milhares de professores e funcionários das universidades e do ensino médio. Estará começando uma nova “primavera secundarista”? Só as próximas semas dirão, mas a largada foi bastante promissora.
Em ofensiva aos ataques do governo contra a educação, que ameaça a interrupção de atividades e até o fechamento de universidades e instituições de ensino em todo o país, estudantes secundaristas se mobilizam nas redes sociais em torno da hashtag #TiraAMãoDoMeuIF. Além de publicações nas redes, com vídeos e fotos de estudantes portando cartazes e bradando em coro sua indignação, grêmios de colégios públicos convocaram pais e alunos a protestarem contra as recentes medidas tomadas por Bolsonaro. No Rio de...

Brasil, Educação

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A União Europeia, no momento e no futuro

Thierry Meyssan*

Os cidadãos da União Europeia, que deverão eleger o seu parlamento a 25 e 26 de Maio, aprestam-se a fazer a pior escolha. Observando os seus problemas imediatos, eles hesitam entre as diversas prioridades. Mas, se pelo contrário, analisassem um extenso período da sua história, eles compreenderiam a origem dos seus problemas sociais, económicos e políticos e, sem qualquer dúvida, decidiriam de forma diferente.

Na sequência da Segunda Guerra Mundial, em 1947, o Embaixador George Kennan concebeu a política de contenção (containment) [1] e o Presidente Harry Truman formou as instituições de segurança nacional (CIA, Comité conjunto permanente dos Chefes de Estado-Maior, Conselho Nacional de Segurança) [2].

Washington e Londres viraram-se então contra Moscovo (Moscou-br), o seu anterior aliado. Cogitaram criar uma nacionalidade anglo-saxónica comum e decidiram incorporar a Europa Ocidental ao seu estandarte criando para isso os «Estados Unidos da Europa», sob o seu controlo.

Tratava-se para eles de estabilizar a parte que ocupavam da Europa Ocidental, face à Europa Oriental ocupada pelos Soviéticos. Beneficiaram do apoio das burguesias, particularmente daquelas que haviam colaborado com o Eixo nazi, assustadas pela nova legitimidade dos partidos comunistas, principais forças vitoriosas ao lado da União Soviética.

Eles apoiaram-se no sonho de um alto-funcionário francês, Louis Loucheur: juntar-se à gestão do carvão e do aço...

União Europeia

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