mundo001Diversos pontos de vista sobre assuntos de caráter global/mundial.

Noruega confirma encontros entre Governo venezuelano e oposição

As autoridades norueguesas confirmaram hoje a sua mediação no sentido de iniciar o diálogo político entre "o Governo venezuelano e a oposição", para que seja alcançada uma solução para a crise na Venezuela.

"A Noruega informa que manteve contactos preliminares com representantes dos principais atores políticos da Venezuela, numa fase exploratória, com o objetivo de apoiar a busca de uma solução para a situação no país", refere uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Oslo.
A diplomacia norueguesa elogiou os "esforços" de ambas as partes e mostrou disposição para continuar a apoiá-las "na procura de uma solução pacífica".

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países, confirmou na quinta-feira os contactos que decorreram na Noruega.
"Sim, há uns enviados à Noruega [...]. Mas também o afirmo até me cansar que não nos vamos prestar a negociações falsas e que não nos conduzam a três coisas: fim da usurpação, governo de transição e eleições livres", afirmou Guaidó.

A televisão pública norueguesa NRK noticiou na quinta-feira que os contactos entre as duas partes começaram em Cuba, sendo que depois foram mantidas várias reuniões num local secreto em Oslo.



A delegação do Governo venezuelano foi constituída pelo ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, e pelo governador de Miranda, Héctor Rodríguez, e a oposição foi representada pelo vice-presidente da Assembleia Nacional, Stalin...

Venezuela

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Presidencialismo francês revelou “narcisismo” de Macron, diz Edwy Plenel

Edwy Plenel, fundador do jornal francês Mediapart, considera que Emmanuel Macron revelou o seu “narcisismo” desde que está no poder e que contestação social dos “coletes amarelos” é o resultado das promessas não cumpridas da campanha eleitoral.
“A França pode ser vista como um país forte no exterior, mas é um Estado frágil por causa da degeneração do presidencialismo que é a versão moderna do regime imperial de Napoleão. Não por haver um Presidente, mas por ele agregar em si quase todo o poder. Isso dá força aos presidentes, mas também os fragiliza. Miterrand foi um monarca republicano, isso mostrou a histeria de Nicolas Sarkozy e a impotência de Hollande e, agora, o narcisismo de Emmanuel Macron”, considerou Edwy Plenel em entrevista à agência Lusa.

Sem querer fazer previsões sobre o impacto dos “coletes amarelos” na vida política em França, o fundador, diretor e presidente do jornal Mediapart, que estará em Lisboa no dia 15 de maio para participar na conferência “Democracia e Liberdade de Imprensa”, promovida pela revista Sábado, diz que a abstenção vai aumentar nas eleições europeias marcadas para 26 de maio.

Edwy Plenel foi diretor do diário Le Monde antes de fundar, há 11 anos, o jornal Mediapart.

“A confirmação do movimento dos ‘coletes amarelos’ vai chegar através da abstenção nestas europeias. Ela já é forte, mas será ainda mais forte. […] Esta impaciência [de conhecer o impacto imediato do movimento] é da velha democracia. Estamos à espera de...

França

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Religião, violência e loucura

Sinal de um declínio: comandada por “homens da Bíblia”, política externa de Trump não obteve nenhuma vitória expressiva. Salvo a grotesca “operação Bolsonaro” — que se tornou sinonimo de violência gratuita, paranóia e destruição

José Luís Fiori | Outras Palavras

Na segunda década do século XVI, o humanista cristão Erasmo de Roterdão sustentou um famoso debate teológico com Martim Lutero, sobre a “regra da fé”, ou seja, sobre critério de verdade no conhecimento religioso. Essa batalha não teve um vencedor, mas ajudou a clarificar a posição revolucionária de Lutero, que rejeitou a autoridade do Papa e dos Concílios, e defendeu a tese de que todo cristão deveria julgar por si mesmo, o que fosse certo e o que fosse errado no campo da fé. Para Lutero, como para Calvino, a evidência última da verdade religiosa era a “persuasão” de cada um dos leitores das Escrituras, e esta “persuasão” era concedida aos homens pela “revelação” do Espírito Santo. Contra este argumento de Lutero, Erasmo levantou uma aporia fundamental: se aceitássemos o argumento de Lutero, como poderíamos decidir entre duas leituras e interpretações diferentes de algumas passagens mais obscuras dos textos sagrados? Ou seja, como se poderia escapar da circularidade do raciocínio de Lutero, que considerava que o critério da verdade religiosa era a “persuasão interior” do cristão e ao mesmo tempo dizia que esta mesma “persuasão” só poderia ser garantida pela “revelação divina”. Uma...

Imperialismo

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China pede aos EUA que parem com ataques contra a Huawei

Pequim, 16 mai 2019 (Lusa) - A China instou hoje os Estados Unidos a pararem com as suas práticas contra empresas chinesas, depois de o Presidente norte-americano ter proibido firmas dos Estados Unidos de usarem equipamento da Huawei.

"Ninguém vê essa medida como construtiva ou amigável e pedimos aos EUA que parem com essas práticas", disse o porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros Lu Kang, em conferência de imprensa.

Kang disse que Pequim "se opõe a países que criam obstáculos usando a questão da segurança nacional como desculpa" e assegurou que empresas estrangeiras a operar no país asiático "não precisam de se preocupar desde que cumpram as leis".

O Governo norte-americano emitiu hoje uma ordem executiva que proíbe as empresas dos EUA de usarem qualquer equipamento de telecomunicações fabricado pela Huawei.

Uma outra ordem exige às empresas do país que obtenham licença para vender tecnologia à Huawei, num golpe que se pode revelar fatal para a gigante chinesa das telecomunicações.

A medida pode cortar o acesso da Huawei aos semicondutores fabricados nos Estados Unidos e cruciais para a produção do seu equipamento.



As ordens assinadas por Trump declaram mesmo uma "emergência nacional" face às ameaças contra as telecomunicações dos EUA, uma decisão que autoriza o Departamento de Comércio a "proibir transações que colocam um risco inaceitável" à segurança nacional.

Colocar a Huawei na lista "negra" teria "efeitos em...

China

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China entrega à Venezuela mais 64 toneladas de medicamentos

Chegou esta quinta-feira ao país caribenho um avião com assistência técnica humanitária proveniente da República Popular da China, com 64 toneladas de material médico. É o terceiro desde 29 de Março.

Esta quinta-feira, chegou à Venezuela a terceira remessa de medicamentos proveniente da China; a quarta deverá chegar em Junho Créditos / VTV

Em declarações à imprensa proferidas no Aeroporto de Maiquetia, o ministro venezuelano da Saúde, Carlos Alvarado, informou que este novo lote consiste, sobretudo, em material médico-cirúrgico necessário aos hospitais públicos e do Instituto Venezuelano de Segurança Social.

Este fornecimento enquadra-se num acordo bilateral entre ambos países para fazer frente às consequências do bloqueio «ilegal e criminoso» imposto à Venezuela pela administração dos Estados Unidos e os seus «cúmplices internacionais», indica a VTV.

Carlos Alvarado disse ainda que este carregamento (em que se incluem gaze, medicamentos, material cirúrgico e material diverso) se vem juntar a outros anteriormente enviados por China, Rússia, Organização Pan-americana da Saúde, UNICEF e Cruz Vermelha Internacional, que perfazem 356 toneladas.

«Isto ajuda a aliviar a situação gerada pelo bloqueio. Não é tudo aquilo de que se necessita, mas ajuda muito», disse Alvarado, referindo-se ao facto de o seu país ter retidos milhões de dólares e euros em bancos europeus – o que tem impedido a compra directa de medicamentos –, bem como ao sequestro de material já comprado e...

Venezuela

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À espera de nova crise: ameaças que poderiam abalar economia global

Bolsa de valores de Xangai.

© AFP 2019 / Greg Baker

A economia mundial ainda não acabou de resolver todos os problemas causados pela grande crise financeira de 2008, mas o aumento da dívida global e as vulnerabilidades econômicas estão empurrando o mundo para um novo colapso financeiro, adverte o economista russo Vladimir Mau.

Em 2018, a economia mundial cresceu a um ritmo moderado de 3,7% e a fase de crescimento já dura dez anos. Entretanto, os especialistas avisam sobre a instabilidade desse crescimento e já preveem que uma nova crise venha a abalar em breve a economia global porque o crescimento não pode ser interminável.

Em seu artigo para o portal Forbes, o proeminente economista russo Vladimir Mau sublinhou que a crise global de 2008 foi causada pelo nível sem precedentes da dívida global – que continua crescendo, tendo superado os 200 trilhões de dólares em 2018 (mais de R$ 800 trilhões). Além disso, se observa uma fraca atividade de investimento, estagnação da renda da classe média e a deflação nas economias desenvolvidas.


Entre os problemas que a economia global enfrenta o analista refere ainda a política monetária. Entre todos os bancos centrais dos países desenvolvidos, apenas o Fed americano conseguiu sair da zona das taxas de juro superbaixas, enquanto os reguladores financeiros da zona euro, do Reino Unido e do Japão continuam insistindo na política...

Economia política

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Surge a “Internacional Neofascista”?

Santiago Abascal, líder do espanhol Vox, ao chegar em um comício no dia 24 de abril
Extrema-direita cresce na Espanha, seguindo a cartilha de Trump e Bolsonaro: discursos virulentos, redes de fake news e demagógica negação da política. Levanta-se a suspeita: haveria uma articulação internacional que financia e promove a reação conservadora mundo afora?
Anne Applebaum, no El País Brasil
Amanhece na zona rural espanhola. Um homem caminha em câmera lenta, corre e pula uma cerca. Como em um filme de Hollywood, o homem atravessa um campo de trigo enquanto roça as espigas com as mãos. Ao fundo soa uma música enquanto uma voz narra: “Se você não ri da honra porque não quer viver entre traidores… Se você anseia por novos horizontes sem desprezar suas origens… Se você mantém intacta sua honradez em tempos de corrupção…”. Nasce o sol. O homem sobe um caminho íngreme, atravessa um rio e é pego por uma tempestade. “Se você sente gratidão e orgulho por aqueles que, de uniforme, guardam o muro… Se você ama sua pátria como ama seus pais…”. A música atinge o clímax, o homem está no topo da montanha e a voz culmina: “… você saberá que está conseguindo fazer a Espanha grande outra vez”. As últimas palavras que aparecem na tela são “Fazer a Espanha grande outra vez”.

O slogan é a versão espanhola do “Make America Great Again”. O homem é Santiago Abascal, e isto, é claro, é uma propaganda do Vox, o partido político que mais cresce na Espanha. Nas...

Extrema direita

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Mobilizações contra privatização de Saúde e Educação prosseguem nas Honduras

Médicos e docentes em greve, juntamente com estudantes, manifestaram-se esta terça-feira para exigir a revogação dos decretos que levam à privatização dos serviços de Saúdes e Educação.

Protesto contra a privatização dos sectores da Saúde e da Educação nas Honduras Créditos

Os protestos, anunciados pela Plataforma pela Defesa da Saúde e Educação, começaram na véspera, na Praça Cuba, em Tegucigalpa, em solidariedade com os funcionários do Instituto Nacional de Formação Profissional, que correm o risco de ser despedidos, no âmbito do processo de privatização da instituição.

De acordo com o Confidencial HN, esta terça-feira os médicos suspenderam as consultas externas nos hospitais públicos e realizaram plenários; por seu lado, os sindicatos de professores agendaram paralisações, piquetes e mobilizações.

A Plataforma fez um apelo à unidade dos trabalhadores destes sectores, na medida em que, se a Lei de Reestruturação e Fortalecimento da Saúde e da Educação, tal como proposta pelo governo hondurenho, foi retirada do Congresso Nacional, continua a existir uma legislação que, em seu entender, visa limitar o direito da população aos serviços públicos essenciais e despedir «de forma massiva» os funcionários públicos na Educação e na Saúde.

De acordo com a HispanTV, na capital do país, Tegucigalpa, a manifestação reuniu mais de 2000 pessoas, entre médicos, professores e estudantes. Outras acções de protesto e manifestações realizaram-se, ao longo do dia, em vários...

América Latina

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  • Jornal Tornado in 'O TORNADO'
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Resistência negra: escravos fizeram greves muito antes dos imigrantes

Há quem tenha indicado que a greve dos tipógrafos de 1858 foi a primeira no Rio de Janeiro. Mas, já na década de 1820, cativos, africanos livres e outros trabalhadores pararam a Fábrica de Pólvora Ipanema, controlada pela monarquia. Em 1857, trabalhadores escravizados pertencentes ao Visconde de Mauá pararam o serviço da fábrica da Ponta d’Areia, um dos maiores da cidade, com cerca de dez oficinas e 600 operários, sendo 150 deles escravos.

 

Dia ensolarado. O italiano Pascoal se aproxima do brasileiro Justino. Apelidado de “missionário”, o italiano usava um desses chapeletes de militante socialista. Com uma pá na mão, o operário – um negro – fez uma pausa no batente para olhar Pascoal nos olhos, ouvindo-o atento. Gesticulando com as mãos, compensando o sotaque carregado, o italiano viera atear fogo: criticou salários, incitou todos a largarem o serviço e a fazer a revolução. “Você, seu Pascoal” – argumentou Justino (também com seu sotaque próprio) – “está perdendo seu tempo. Eu não compreendo a língua estrangeira”.

Tal como na charge de J. Carlos (publicada na revista Careta em 1917), imprensa, novelas e textos didáticos divulgaram para o grande público essa – fictícia – figura do italiano anarquista. Celebravam o mito do imigrante radical, uma fantasia em parte utópica e preconceituosa. Utópica porque os trabalhadores europeus não eram em sua maioria rebeldes nem se sentiam italianos. Ou seja, nem sempre eram anarquistas e tampouco se...

Conflitualidade social

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  • in 'Sputnik Brasil'
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Seriam precisos apenas 2 ataques para vencer guerra contra Irã, diz senador dos EUA

Porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln (imagen referencial)

© AFP 2019 / Marinha dos EUA

Os Estados Unidos poderiam atingir vitória sobre o Irã não em um ataque, mas em dois, afirmou a jornalistas o senador republicano de Arkansas, Thomas Cotton.

O senador republicano de Arkansas, Thomas Cotton, disse que os Estados Unidos poderiam vencer uma guerra contra o Irã com "dois ataques", nem ao menos hesitando ao responder pergunta de jornalistas sobre possível conflito entre os países.


"Dois ataques, o primeiro ataque e o último ataque", disse com segurança Cotton, acrescentando que "bem, se o Irã atacar militarmente os Estados Unidos ou nossos aliados na região então eu certamente esperarei uma resposta devastadora."

O senador republicano sublinhou não ser a favor de ações militares contra o Irã, estando simplesmente explicando o que Washington faria se o conflito piorar.

A declaração do senador republicano sucede um recente envio norte-americano de um grupo de porta-aviões para perto da costa iraniana e bombardeiros B-52 para patrulharem o golfo Pérsico, mesmo o secretário de Estados dos EUA, Mike Pompeo, ter assegurado que a movimentação não ter nada a ver com preparo para guerra com iranianos.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

https://br.sputniknews.com/americas/2019051513882975-seriam-precisos-apenas-2-ataques-para-vencer-guerra-contra-ira-diz-senador-dos-eua/

Irão

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Por favor, não confundam o liberalismo com o neoliberalismo

O neoliberalismo subverte, se não mesmo mina, a tradição liberal e os princípios políticos a ela associados.
Regina Queiroz | Público | opinião
Representando-se como liberais, os apoiantes dos ideais neoliberais entendem que qualquer crítica ao neoliberalismo é um ataque ao liberalismo. Interpretam as objecções ao neoliberalismo como se estas emanassem de princípios forçosamente antiliberais. Porém, o neoliberalismo subverte, se não mesmo mina, a tradição liberal e os princípios políticos a ela associados (constitucionalismo, liberdade, império da lei, individualismo, contrato, consentimento e vontade do povo).
Apesar das várias articulações de ideias neoliberais em múltiplos locais (América Latina, Europa, China) e em múltiplas escalas (nacional, internacional, global), o neoliberalismo traduz para a sociedade a ordem mercado económico. Sob esta tradução, a sociedade é constituída por indivíduos livres cujo bem-estar individual e agregado não depende de um plano intencional humano e comum, mas da intervenção de uma força espontânea (porque não intencional), grosso modo associada à metáfora da mão-invisível. Como qualquer plano comum é sempre enviesado pelo interesse privado, a sua aplicação pelos governos implica que alguns indivíduos impõem os seus interesses privados aos demais. Consequentemente, o bem-estar de todos depende de um poder espontâneo (do laissez-faire) que garante a realização dos fins individuais independentemente de...

Neoliberalismo

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Um mundo sem fronteiras? – Boaventura

Brutal paradoxo: os mesmos que exigem “liberdade” para o dinheiro e as redes sociais empenham-se em construir muros que segregam os “não-seres”. Mas até nestes linhas de exclusão brota resistência — talvez, desesperada esperança…

Boaventura de Sousa Santos | Outras Palavras

Vivemos num tempo de abolição de fronteiras ou num tempo de construção de fronteiras? Se tivermos em conta dois dos poderes ou instrumentos que mais minuciosamente governam as nossa vidas – o capital financeiro e a internet – é inescapável a conclusão de que vivemos num mundo sem fronteiras. Qualquer tentativa de qualquer dos 195 Estados que existem no mundo para regular estes poderes será tida como ridícula. No atual contexto internacional, a avaliação não será muito diferente, se a regulação for levada a cabo por conjuntos de Estados, por mais ominoso que seja o provável desenlace da falta de regulação. Por outro lado, se tivermos em conta a incessante construção ou reafirmação de muros fronteiriços, facilmente concluímos que, pelo contrário, nunca as fronteiras foram tão mobilizadas para delimitar pertenças e criar exclusões. Os muros entre os EUA e o México, entre Israel e a Palestina, entre a Hungria e a Sérvia, entre a Crimeia e a Ucrânia, entre Marrocos e o povo saharaui, entre Marrocos e Melila/Ceuta aí estão a afirmar o dramático impacto das fronteiras nas oportunidades de vida daqueles que as procuram atravessar.

Esta ambivalência ou dualidade do nosso tempo não é nova. Para...

Geoestratégia

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Proteger o Património Cultural

«Com as guerras do império norte-americano e seus sequazes no Médio-Oriente, Iraque e Síria, e no Afeganistão, a destruição de monumentos, a pilhagem, o tráfico ilegal de artefactos históricos têm efeitos muitíssimo mais devastadores que o incêndio da Notre-Dame.»


 

O recente incêndio da Notre-Dame provocou emocionadas ondas de choque por todo o Mundo estupefacto por tal ter acontecido numa Europa onde supostamente o património se encontra mais protegido que noutros lugares do universo. As chamas consumiram a Notre-Dame depois de, em 2018, ter terminado o Ano Europeu do Património Cultural que teve por objectivo sensibilizar para os valores europeus e reforçar o sentimento de identidade comum europeia.

Objectivo explicitamente político de afirmação da cultura eurocêntrica que agora abre a sua identidade a outras identidades e diferenças depois de séculos em que a tentou impor unilateralmente, dedicando-se paralelamente ao tráfico de bens culturais não só de outros continentes mas dentro da própria Europa.
Recorde-se os frisos do Pártenon traficados por Lord Elgin, as obras pilhadas por Napoleão e pelos nazis. Apesar de, após a derrota do regime napoleónico, se ter firmado um tratado para devolver o espólio roubado aos países originalmente detentores, um primeiro passo na sua defesa, o Casamento de Caná, de Paolo Veronese, continua em exposição no Museu do Louvre, os frisos do Pártenon no British Museum, muitas das obras roubadas pelos nazis estão em paradeiro...

Cultura

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Ex-chanceler chileno: Guaidó cruza linha vermelha ao buscar cooperação militar dos EUA

Heraldo Muñoz

© AFP 2019 / CRIS BOURONCLE

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, está cruzando a linha vermelha ao buscar a cooperação militar dos Estados Unidos, alertou o ex-ministro das Relações Exteriores do Chile e presidente do Partido da oposição para a democracia, Heraldo Muñoz.

Neste sábado, o autoproclamado "presidente encarregado" da Venezuela anunciou que ordenou ao seu representante nos EUA que se reunisse com o Comando Sul "para estabelecer uma relação de cooperação direta e de longo alcance".


"Isso já está na linha vermelha", twitou Muñoz, que serviu como chefe da diplomacia chilena durante o segundo mandato presidencial de Michelle Bachelet (2014-2018).

O político chileno exigiu ao governo de seu país e ao Grupo de Lima que se deve esclarecer se continuam apostando em uma solução pacífica para a Venezuela.

"Eles deveriam esclarecer se continuam em uma saída pacífica para a crise venezuelana, ou se agora apoiam Guaidó em uma intervenção militar expressa em uma declaração sobre 'todas as opções na mesa' e cooperação militar com os EUA", ele twittou.

Juan Guiadó já havia admitido que consideraria uma oferta de intervenção dos EUA, um país que o reconheceu como o "presidente encarregado" da nação caribenha.

Ver o original em 'Sputnik Brasil' na seguinte ligação::

Venezuela

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E se a tirania dos mercados estiver chegando ao fim?

Nos EUA, um estudo do Roosevelt Institute reconhece: as lógicas do neoliberalismo estão devastando as sociedades, a natureza e a própria Economia. É hora de resgatar direitos e limitar o poder das finanças e mega-corporações

Ladislau Dowbor | Outras Palavras
Um choque impressionante de realismo caracteriza esta excelente síntese dos novos caminhos que os Estados Unidos precisam trilhar para que a economia volte a servir à sociedade, não o contrário. Não se trata de “mais um estudo” de economia, e sim de uma sistematização dos principais desafios e medidas a tomar. O eixo central do relatório está centrado no duplo movimento necessário: reduzir o poder das corporações, e resgatar o papel das políticas públicas. O Roosevelt Institute, a começar por Joseph Stiglitz, se caracteriza pela seriedade das suas pesquisas e o bom senso das propostas.

O relatório impressiona também por fugir de simplificações ideológicas, buscando claramente as medidas cuja utilidade já foi comprovada. E ajuda muito a clareza ao mostrar as dimensões políticas, de poder de decisão efetivo sobre o uso dos recursos, que temos de enfrentar. O problema não está na falta de recursos, e sim no seu desvio por corporações que em vez de fomentar a economia a drenam, apropriando-se para este fim das políticas públicas. Ou seja, o relatório enfrenta a questão central. E esta questão, evidentemente, não se limita aos Estados Unidos. “As generalizações sobre a ineficiência do governo e sua pouca...

Capital

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Após derrota na Síria, terroristas fogem em direção à África e Afeganistão, diz UE

Flag of the Islamic State in the conflict zone

© Sputnik / Andrey Stenin

Após a derrota do "califado físico" na Síria e no Iraque, militantes que lutaram nesses países estão se mudando para o Afeganistão e também para o norte da África, disse neste sábado (11) o coordenador da luta antiterrorista da União Europeia, Gilles de Kerchove.

"O fim do califado físico [no Iraque e na Síria] não acaba com o problema. Muitos combatentes europeus ainda estão lá. Outros se mudaram para outras áreas de conflito, incluindo Afeganistão, Sahel [região], Sinai e norte da África", disse o representante europeu em entrevista para a emissora belga RTBF. Ele acrescentou que a África pode ser o próximo alvo dos terroristas.


Em abril, o vice-ministro da Defesa da Rússia, Alexander Fomin, disse que alguns membros do Daesh* chegaram ao sul da África após a derrota na Síria.

Declarações semelhantes foram feitas pelo ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu. Segundo ele, os militantes do Daesh estavam se mudando para a Ásia Central e o Sudeste Asiático depois de terem sido derrotados na Síria e no Iraque.

O conflito armado na Síria está em andamento desde 2011. A vitória sobre o Daesh no Iraque e na Síria foi anunciada no final de 2017. As operações contra os militantes continuam em algumas áreas na Síria, mas o foco mudou em direção a um acordo político.

* O Daesh é um grupo terrorista banido do território da Rússia e de diversos outros...

Terrorismo

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Ternura

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Os príncipes e os anormais que os adoram babam-se com o Archie, a mamã diz que “é magia”. Ao lado dos mágicos coloquei um menino palestino, não sei o seu nome, sei sim, que é vítima dos canalhas que apoiam o nazissionismo e os guaidós que apavoram povos indefesos. 

No mesmo jornal e na mesma página, meia dúzia de linhas sem interesse, o genocídio programado pelos príncipes, donos disto tudo.

  São os nazissionistas que impedem a entrada de "material e médicos".

Ver o original em As palavras são armas (clique aqui)

Desigualdade

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Mais de 14 mil venezuelanos regressaram ao país com o «Plan Vuelta a la Patria»

No âmbito do programa criado por Nicolás Maduro, este sábado mais 170 venezuelanos regressam ao país, provenientes do Equador. Até ao momento, o «Plan Vuelta a la Patria» beneficiou 14 070 pessoas.

No Equador, sucederam-se as agressões e os ataques xenófobos contra cidadãos venezuelanos ali residentes; a Conviasa já realizou 30 voos com destino ao no país andino no âmbito do programa de repatriamento implementado por Maduro Créditos / mppre.gob.ve

A propósito do regresso a casa destes 170 compatriotas que se encontram no Equador, o Ministério venezuelano dos Negócios Estrangeiros informou que 64% apontaram problemas económicos como motivo para voltarem, 54% referiram-se a questões de xenofobia e 21% a problemas de saúde.

Em Quito, capital do país andino, os beneficiados pelo Plano Regresso à Pátria partem da Embaixada venezuelana, acompanhados por funcionários da representação diplomática até ao Aeroporto Internacional Mariscal Sucre, de onde serão transportados num avião da Conviasa até ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, na Venezuela. Em simultâneo, um outro voo da companhia aérea estatal venezuelana parte da cidade equatoriana de Guayaquil, indicam a TeleSur e a VTV.

Em declarações à Prensa Latina, o responsável pelo processo de repatriamento dos venezuelanos a partir do Equador, Pedro Sassone, precisou que «se tratou de um processo sistemático, cujo cumprimento implicou, para a Venezuela, um grande esforço do ponto de vista económico e financeiro»

Venezuela

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Venezuela: como o SEBIN armadilhou a CIA

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O fiasco do Golpe de Estado de Juan Guaidó e da CIA na Venezuela, em 30 de abril e 1 de Maio de 2019, só foi possível graças à infiltração das redes da Oposição pró-EUA. Esse paciente trabalho não foi realizado pelos 300 mil soldados cubanos, evocados por John Bolton, e que ninguém jamais viu, mas pelo SEBIN com conselheiros russos.

Com a aquisição pela Venezuela de aviões Su-30, de sistemas anti-aéreos S-300, de tanques T-72, de baterias costeiras de Bastion russos, o Comando dos Estados Unidos para a América do Sul (UsSouthCom) colocou em acção meios de espionagem tecnológica (TechInt - Inteligência técnica) a fim de avaliar, de analisar e de interpretar as informações relativas ao material de combate do Exército venezuelano.

Trata-se de meios do tipo MasInt (Measurement and signature intelligence-Medição e assinatura de inteligência) que recebem à distância as vibrações, a pressão, a energia calórica produzida pelos sistemas de combate. Há igualmente outros meios (ElInt) relativos a emissões electrónicas de sistemas de radar e de rádio-navegação que equipam os mísseis terra-ar, os aviões e navios de guerra da Venezuela.

Mas a maior parte dos meios de espionagem foram utilizados para interceptar as redes de comunicação (ComInt). A Agência Nacional de Inteligência Electrónica (NSA) tem uma rede, chamada «Echelon», concebida para a interceptação e gravação de comunicações por telefone, fax, rádio e tráfego de dados graças aos satélites espiões...

Venezuela

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Quem tem medo de Alfredo Jalife?

 

A web e a imprensa mexicana se inflamaram por causa do Professor Alfredo Jalife-Rahme, que nós publicamos há quinze anos.

De acordo com uma carta aberta ao Chefe de Estado, Andrés Manuel López Obrador (AMLO), de 120 intelectuais de extrema-direita neoliberal (incluindo o ex-Promotor Morales Lechuga, corrompido por El Chapo, e o ex-Chanceler Castañeda Gutman do conselho de administração do Stanford Bank, ligado ao Cartel do Golfo), Alfredo Jalife seria uma personalidade «pregando um discurso de ódio» de quem ele não deveria aproximar-se, acima de tudo.

O canal do YouTube Jalife-Rahme, criado em 2013, é assistido por mais de 200.000 inscritos e suas conferências mensais são vistas por quase um milhão de internautas.

Alfredo Jalife é um médico, membro fundador da Associação Internacional de Médicos para a Prevenção da Guerra Nuclear, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1985. Ele é agora professor de geopolítica na UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México) e colunista em vários jornais, entre os quais o mais lido em língua espanhola (castelhano- ndT) no mundo, La Jornada. Ele é incontestavelmente reputado como o melhor geopolitólogo da América Latina.

Seus laços com o novo Presidente mexicano são conhecidos de todos. Andrés Manuel López Obrador prefaciou sua obra La desnacionalización de Pemex (Orfila, 2009), revelando o modo como os Estados Unidos assumiram o controle do petróleo mexicano e obtiveram, assim, a autossuficiência em matéria de...

México

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O perigo das altas expectativas: Quando se espera demais dos outros

Traduzido e adaptado de verkenjegeest

Às vezes temos expectativas extremamente altas de certas pessoas. É inevitável, é algo que todos fazemos regularmente: Esperar que seu parceiro vai apoiá-lo de todas as formas sem discordar de você, esperar que seus amigos ou familiares resolvam todos os seus problemas, esperar que eles estejam sempre lá quando você precisar deles …

Passamos pela vida com uma série de expectativas, enquanto esperamos que certas coisas aconteçam e esperamos que os outros se comportem da maneira que queremos. Mas nem sempre estamos cientes de que “esperar” às vezes é sinônimo de “querer” e isso implica alguma manipulação.

É sempre melhor que as pessoas em nossas vidas possam ser completamente livres e possam viver da maneira que quiserem. Se eles fazem algo por nós, é porque eles realmente querem fazer isso do fundo do coração e então nós os agradecemos por isso. Mas se eles não fizer, só será uma grande decepção se você tiver criado expectativas e, nesse caso, a culpa não é deles, mas sua.

Você é a pessoa de quem você pode esperar coisas. Você sempre terá que ser capaz de resolver seus próprios problemas sem dar essa responsabilidade a outra pessoa, confrontar seus próprios medos e não projetá-los nos outros.

O poder perigoso das expectativas

Não espere nada de outra pessoa, espere tudo de você. Essa afirmação pode parecer dura, mas temos certeza de que você pode chegar a uma situação em que essa ideia é exatamente o que acontece. As...

Indivíduo

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  • Carlos Fiolhais in 'De Rerum Natura'
  • Mundo

Um fundador do Facebook defende o seu desmantelamento


Vários leitores costumam mandar-nos contribuições para aqui serem divulgadas. Chegou-nos de um leitor esta notícia da Lusa:


Cofundador da Facebook defende desmantelamento da empresa
O desmantelamento da empresa Facebook foi recomendado na quinta-feira por uma das suas principais figuras, o cofundador Chris Hughes, num longo artigo de opinião, em que também defende o seu controlo apertado.
Hughes, que fundou esta empresa de redes sociais com Mark Zuckerberg há 15 anos num dormitório da Universidade de Harvard, escreveu no New York Times: “É a altura de desmantelar a Facebook”, separando a rede social, que é a sua atividade original, das aplicações Instagram e WhatsApp, que entretanto adquiriu.
No seu texto, Chris Hughes, que saiu da empresa e garante ter vendido a sua posição em 2012, criticou diretamente Zuckerberg, que acusou de ter sacrificado a proteção da vida privada dos utilizadores em benefício do clique e de ter eliminado a concorrência sem estado de alma.
O texto, muito longo, é acompanhado de uma fotografia dos dois, com rostos juvenis, no ‘campus’ da universidade em 2004.
“É um ser humano. Mas é a sua humanidade que torna o seu poder, fora de controlo, tão problemático”, escreveu Hughes, sobre o seu antigo colega.
Mark Zuckerberg “criou um leviatã que elimina o espírito de empresa e restringe a escolha dos consumidores”, acusou Hughes, que agora é membro do Projeto de Segurança Económica (Economic Security Project), que defende a instauração de um...

TIC

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Aumenta a fome no Médio Oriente e Norte de África

As Nações Unidas revelaram que a fome continua a aumentar no Médio Oriente e Norte de África, sendo que dois terços dos afectados se encontram em países atingidos por conflitos.

Com a guerra de agressão ao Iémen, milhões de crianças sofrem de desnutrição CréditosTaha Almahbashi / UNICEF

Num estudo publicado esta semana, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla inglesa) destaca que a guerra continua a ser a principal causa da fome numa região onde 52 milhões de pessoas sofrem de subnutrição crónica.

O problema tem piorado «com o aumento e o agravamento dos conflitos», e das crises que se prolongam desde 2011 nalguns países árabes. «Entre 2015 e 2017, mais de dois terços das pessoas que passavam fome na região (34 milhões) viviam em países atingidos pela violência», afirma a FAO.

Iraque, Líbia, Síria, Sudão e Iémen são os países a que a agência das Nações Unidas se refere, sublinhando que a situação «põe em causa os esforços» para erradicar a má-nutrição nesta região do mundo, de acordo com os objectivos da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável.

Aumento a partir de 2011

O fenómeno diminuiu de forma gradual na região entre 2004 e 2010, passando a crescer a partir de 2011, na sequência da chamada «Primavera Árabe», até atingir 11% da população, uma percentagem que sobe para 26% nos países atingidos pela guerra.


«Os conflitos provocaram alterações na produção alimentar e de gado nalguns países, o que afectou a...

Pobreza

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As tropas americanas libertaram realmente Mauthausen?

A história da “libertação de Mauthausen” por tropas dos EUA em 1945 não é só mal contada. Omite também que essa libertação – que certamente não teria sido possível sem as sucessivas derrotas das forças nazis, em particular perante o Exército Vermelho – teve uma intervenção determinante da resistência antifascista organizada no interior do campo, com um papel particularmente destacado dos comunistas espanhóis aí detidos.

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Memória

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