Dossiê Religiões da 'pós-modernidade'

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Pós-cristãs, pós-religiosas e pós-partidos políticos – COM OS POVOS ORGANIZADOS AO LEME – por MÁRIO DE OLIVEIRA

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 13 Abr. 2019

 

Dizem-nos os sinais dos tempos que as sucessivas gerações do terceiro milénio são gerações maioritariamente pós-cristãs, pós-religiosas e pós-partidos políticos. Por mais que se danem as actuais elites do poder, as gerações do terceiro milénio, mulheres e homens, apresentam-se dispostas a abrir os seus próprios caminhos e a percorrê-los. Nem igrejas, nem partidos políticos lhes interessam mais. São tudo coisas das gerações dos milénios anteriores que trouxeram o mundo para o estado em que ele hoje desgraçadamente se encontra. E que não é um tipo de mundo que se apresente.

O sangue que lhes corre nas veias e o sopro que as faz correr são os da fecundidade e do cuidado, da proximidade, da relação, da ciência, do humano, das práticas políticas, das práticas económicas outras. Sem que o Dinheiro lhes diga o que hão-de fazer. Nascem e vêm ao mundo para o transformar. De selvagem em humano. De humano em fraterno. Por mais que se danem os clérigos e os pastores, os governos e os partidos políticos, as gerações do terceiro milénio nascem determinadas a rasgar os seus próprios caminhos. E todos, felizmente, alternativos. Caminhos ainda não abertos, por isso, ainda não andados. Em que o Ter é gerido pelo Ser. A Política praticada destrona o Poder e derruba todos os seus tronos e palácios. Para dar lugar à Maiêutica.

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FRATERNIZAR – A pergunta que ninguém ousa formular -IGREJAS: UM BEM OU UM MAL ESTRUTURAL?! – por MÁRIO DE OLIVEIRA

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 05 Jan. 2019

 

Com o terceiro milénio acabado de chegar à maioridade, as igrejas cristãs são hoje olhadas-experimentadas como um Bem ou um Mal estrutural entre os povos? Houve tempos em que a Europa e o Ocidente se orgulhavam das suas raízes cristãs. Os países onde elas estavam plantadas orgulhavam-se de serem outras tantas mátrias-pátrias dos grandes valores morais, das grandes virtudes cristãs, terras de mártires, de heróis e de santos. Até Martinho Lutero, séc. XVI, que introduz no coração da Cristandade o vírus da divisão, reina e impera a igreja católica de Roma, definida pelo imperador Constantino e o seu Credo de Niceia-Constantinopla, como ‘una, santa, católica e apostólica’. As populações, formatadas pelos clérigos, não tinham escolha. Nasciam católicas, viviam católicas, morriam católicas. E nem depois de morrer, deixavam de ser católicas. Ou no céu, onde, desde então, passam o tempo a ver deus e a louvá-lo numa liturgia sem fim. Ou no purgatório, onde as suas ‘almas’ tinham de arder por...

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FRATERNIZAR – O QUE ESPERAR DA GERAÇÃO NASCIDA NO ANO 2000? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

joaompmachado in 'A Viagem dos Argonautas' 22 Dez. 2018

 

Depois de dois mil anos de (in)civilização ocidental cristã que tem estado aí só para roubar, matar e destruir os povos e o planeta, a geração nascida no ano 2000 e que completa 19 anos em 2019 apresenta-se disposta a pôr fim a todos estes crimes e pecados institucionalizados. Vistos desde o início do terceiro milénio, estes dois milénios têm tudo de pré-história. Com as minorias privilegiadas ao comando das nações e dos Estados. Conseguem, desse modo, branquear todos os seus crimes e pecados. Que apresentam como outros tantos feitos gloriosos e virtudes heróicas. Condecoram e premeiam os seus mais eficientes carrascos institucionais armados e não armados. E canonizam como santos e mártires os seus clérigos e sacerdotes, frades e monges e casais cristãos ricos que erguem Misericórdias e Hospitais para os pobres produzidos por eles próprios. Dois mil anos de cristianismo são dois mil anos de horrores. Cometidos sob a presidência do papa de Roma, ou Santo Padre. Tudo nomes e títulos p...

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Allahu Akbar!

Carlos Esperança in 'PONTE EUROPA' 12 Dez. 2018

“A jihad [guerra santa] é o teu dever sob qualquer governante, seja ele ímpio ou devoto” (hadith, geralmente invocado para justificar ataques aos infiéis e apóstatas).

“Deus é grande” não é só o grito selvagem que precede uma carnificina, é a apoteose da demência mística, o sintoma da intoxicação divina pelo mais boçal dos livros sagrados.

Deus podia ter sido uma ideia interessante, mas converteu-se num pesadelo cujo nome, em árabe, remete para o mais implacável dos homólogos que alimentam o proselitismo dos desvairados da fé. Alá consegue ser o pior dos avatares monoteístas.

O islamismo, plágio tosco do judaísmo e do cristianismo, ditado pelo arcanjo Gabriel ao “beduíno analfabeto e amoral”, como lhe chamou Atatürk, ao longo de vinte anos, entre Meca e Medina, deu origem à mais sombria mutação do deus abraâmico.

O islamismo já foi mais tolerante do que o judaísmo e o cristianismo, o primeiro com a única vantagem de não ser prosélito, mas a decadência da civilização árabe transformou o monoteísmo do condutor de camelos no mais implacável e anacrónico dos três, e fonte da raiva e ressentimento contra o Ocidente.

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Sobre Saramago e Deus

Carlos Fiolhais in 'De Rerum Natura' 26 Nov. 2018


 
Com a devida vénia transcrevemos a crónica de  Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, publicada recentemente no DN:                                                                  
O Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal de Coimbra organizaram nos passados dias 8, 9 e 10 de Outubro, no Convento de São Francisco de Coimbra, um Congresso Internacional: “José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel”. Carlos Reis e Ana Peixinho pediram-me uma intervenção sobre Saramago e Deus. O que aí fica é uma breve síntese da minha fala nesse Congresso.
1. Numa entrevista dada a João Céu e Silva, uma das últimas, se não a última, Saramago referiu-se-me com admiração por ter lido e gostado do seu livro Caim. “Até fiquei surpreendido quando ouvi um teólogo — uma coisa é um teólogo e outra um padre — Anselmo Borges, dizer que tinha gostado do livro”. Mas na Net também se diz, e é verdade, que fui crítico por causa de alguma unilateralidade com que Saramago leu a Bíblia. Assim, a minha intervenção quer ser essencialmente um esclarecimento sobre essa minha dupla visão.
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Síria: a paz supõe a condenação internacional da ideologia dos Irmãos Muçulmanos

/ REDE VOLTAIRE 06 Nov. 2018

Enquanto vários projectos de paz na Síria circulam actualmente pelas chancelarias, Thierry Meyssan sublinha a sua inadaptação a este tipo de guerra. Segundo ele, partindo de uma análise truncada do conflito, os que acreditam estar a agir bem vão, não apenas falhar na resolução do problema, mas, sobretudo preparar a via para uma nova guerra. É imperativo tratar prioritariamente a questão ideológica.


 

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A Síria deverá atingir em breve o fim das hostilidades armadas no conjunto do seu território, à excepção de zonas ocupadas pela Turquia e pelos Estados Unidos. A imprensa internacional preocupa-se, agora, com o regresso dos refugiados, com a reconstrução das zonas devastadas, e em impedir o retorno dos jiadistas europeus.

Mas estas questões são secundárias em relação a outras duas.

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No dia a seguir ao 11 de Setembro de 2001, o Secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, nomeou o Almirante Arthur K. Cebrowski como Director do Gabinete de Transformação de Forças. Ele ensinou imediatamente a sua doutrina, primeiro aos oficiais generais do Pentágono, depois nas diferentes academias militares. Ele permanece como a principal referência estratégica nos Estados Unidos, mesmo depois da eleição de Donald Trump.
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Fé customizada: Deus ou amigo imaginário? – por Leandro Karnal

Pensar Contemporâneo 05 Nov. 2018

O século 19 falava na morte de Deus e o século 20 enfatizou o vazio de sentido. A fé customizada e pouco desafiadora dominou o século 21 ao lado da emersão de uma nuvem tecnológica que paira sobre todos como o espaço intangível da sociabilidade e da existência. Seria um risco fenomenológico classificar a internet como o novo espaço do sagrado e do sentido? Quem seria o homem religioso do mundo líquido? Qual o espaço específico do Cristianismo no “Admirável mundo novo”?

Nesse fragmento do Café Filosófico – Fé Líquida, com Leandro karnal (vídeo na íntegra aqui)  o professor fala da customização da fé, de como Deus é entendido no homem contemporâneo. Assista o vídeo ou leia a transcrição logo abaixo.

O grande fenômeno de hoje não é o esvaziamento das religiões, que vão bem,
obrigado. Não é o fenômeno da morte de Deus que foi superado . O grande
fenômeno atual, com qual eu vou dialogar é a Customização da fé. Se eu disse

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Quando a fé entra na politica

12 Set. 2018

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A França e nós religião, religiões laicidade

12 Set. 2018

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